Comércio online de produtos de grande consumo cresceu 15,8% em 2021

E-commerce de produtos de grande consumo continuou a crescer a nível mundial em 2021. Considerando todos os canais de distribuição, o mercado cresceu 2,1%, revela o relatório "Winning Omnichannel", da consultora Kantar.

Os consumidores mundiais continuaram a fazer as suas compras online, no ano passado. A conclusão é da consultora Kantar que, esta segunda-feira, apresentou o relatório "Winning Omnichannel", relativo a 2021. De acordo com o documento, as vendas online de FMCG (Fast Moving Consuming Goods) cresceram mais de 15% em 2021, a nível mundial, num mercado que cresceu 2,1%.

Conforme explica o relatório, "o crescimento total do mercado em 2,1% está em linha com o crescimento médio em pré-pandemia e significa que o mercado manteve os ganhos de crescimento de dois dígitos obtidos na fase 2020 da pandemia". De acordo com o documento, "o canal online continua a ter o destaque, crescendo três vezes mais rápido do que o segundo canal com melhor desempenho". Este desempenho prende-se com o número de pessoas que compram online, número esse que tem vindo a aumentar. Também a frequência com que se compra aumentou.

Para este ano e devido aos desafios que 2022 está a apresentar, a Kantar prevê que o crescimento do mercado global de FMCG diminua para cerca de 1,3%. "Inovação no e-commerce, promoções e variedade serão ferramentas importantes para os retalhistas enfrentarem os desafios deste ano", aconselha a empresa.

Quota do online cresce para 7,2%

O canal online teve um aumento de 15,8% depois de um crescimento de 45,9% em 2020. Com estes resultados, o e-commerce conseguiu, no ano passado, uma quota de mercado de 7,2%, contra os 6,3% de 2020 e aos 4,8% de 2019.

Segundo a Kantar, o canal online representou, em 2021, 7,2% dos gastos globais em produtos de grande consumo. O crescimento foi impulsionado pela Ásia, que representou 45% de todas as vendas online de FMCG, em todo o mundo, quase o dobro da contribuição dos EUA ou da Europa Ocidental para as vendas de FMCG online. Portugal atingiu 3,5% de quota em vendas de FMCG, no canal online.

Em linha com a média dos cinco anos anteriores à pandemia (2%) ficou o crescimento anual global das vendas de produtos de grande consumo, ou seja, em todos os canais, foi de 2,1%, no ano passado. Segundo explica a Kantar, "uma grande parte dos gastos que foram deslocados de fora de casa para dentro de casa, em 2020, permaneceu em casa em 2021".

Enquanto que na América Latina o crescimento dos padrões de compra de bens de grande consumo foi de​ 9,2%, em 2021, na Europa Ocidental este número cai 0,2%. Estes valores justificam-se pela diminuição dos confinamentos na Europa por oposição à inflação e confinamentos contínuos na América Latina. Já nos Estado Unidos da América este mercado cresceu 2,7%.

Os consumidores continuam a preferir fazer as suas compras de FMCG em hipermercados/supermercados. No entanto, estes espaços apresentaram um crescimento de apenas 0,1% e, assim, a sua quota nas vendas, em 2021, caiu para 51,4% (de 52,4% em 2020 e 53,1% em 2019). "Os produtos de grande consumo comprados em promoção representaram 21,6% das vendas em 2021. Acima dos 20,9% em 2020, mas não atingindo o nível pré-pandemia de 2019 de 22,1%" adianta, ainda, o "Winning Omnichannel".

O setor que mais cresceu foi o das bebidas, com 2,9%. Dentro desta área foram as bebidas desportivas e energéticas e refrigerantes com gás que impulsionaram o desenvolvimento. Os alimentos, excluindo lácteos, cresceram 2,5%, enquanto os lácteos cresceram 2%. Já os produtos para o cuidado do lar recuaram para um crescimento de 1,1%, enquanto os de saúde e beleza crescem apenas 0,7%.

"Em muitos aspetos, 2021 voltou ao business as usual. Previmos um crescimento de 2% no início do ano e foi quase isso que vimos", destacou Stéphane Roger, Global Shopper & Retail Director da Kantar, Worldpanel Division. "Embora o crescimento de pouco mais de 2% pareça pequeno em comparação com o crescimento de dois dígitos de 2020, o mercado manteve o crescimento que vimos no ano passado, pois muitas ocasiões que eram feitas fora de casa permaneceram suspensas, impulsionando o consumo em casa", reforçou, ainda.

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