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Comissão de Utentes Via do Infante critica PS por voto contra fim de portagens

Via do Infante, A22, no Algarve. Fotografia:  Algarvephotopress/Global Imagens
Via do Infante, A22, no Algarve. Fotografia: Algarvephotopress/Global Imagens

Comissão de Utentes diz que António Costa prometeu, em 2015, que iria estudar o contrato da PPP "e eliminar as portagens no Algarve”

A Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) acusou hoje o PS de ter faltado pela “quinta vez” às promessas eleitorais feitas aos algarvios, ao votar contra as propostas que visavam eliminar as portagens na Autoestrada 22 (A22).

A CUVI lamentou que o voto contra dos socialistas e do CDS-PP, juntamente com a abstenção do PSD, tenham permitido rejeitar na Assembleia da República a proposta que o Bloco de Esquerda apresentou para eliminar as portagens na Via do Infante, assim como outra do PCP para eliminá-las em todas as antigas Autoestradas Sem Custos para o Utilizador (SCUT), na votação de propostas de alteração na especialidade do Orçamento do Estado para 2020.

“Ou seja, pela 5.ª vez, consecutivamente, em Orçamentos de Estado, o PS voltou a chumbar a eliminação de portagens no Algarve, sendo acompanhado pelo CDS. O PSD limitou-se a optar pela abstenção, pois sabia que o PS ao votar contra seria suficiente para reprovar as propostas apresentadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP”, lamentou a CUVI num comunicado.

A Comissão que representa os utilizadores da antiga SCUT do Algarve, agora A22, acusou o PS de voltar “a mostrar a sua arrogância e o desprezo para com o Algarve e as suas populações, na mesma linha do primeiro-ministro António Costa e do seu governo”, que já se “esqueceu completamente das promessas que fez aos algarvios em 2015”.

A mesma fonte recordou que António Costa prometeu à Comissão de Utentes, antes de chegar ao Governo, numa reunião conjunta em Quarteira, concelho de Loulé, em 2015, que iria “estudar o contrato da Parceria Público Privada e eliminar as portagens no Algarve” se fosse primeiro-ministro, porque a Estrada Nacional 125 (EN125), a única alternativa à A22, estava “transformada num ‘cemitério’ devido ao elevado número de acidentes de viação e de vítimas” que se registavam nessa via.

“Como se sabe, além dos elevados prejuízos que têm provocado a nível económico, financeiro e na mobilidade, as portagens fizeram disparar a sinistralidade rodoviária na região, com muitas vítimas, particularmente na EN125, que ainda não se encontra totalmente requalificada entre Olhão e Vila Real de Santo António, sendo considerada uma das vias mais perigosas e mortíferas do país”, sublinhou a CUVI.

Os dados de sinistralidade, que aponta para “10.612 acidentes” no Algarve em 2019, com “36 vítimas mortais e 220 feridos graves”, representam uma nova “tragédia” para a região, que devia fazer “corar de vergonha os governantes e outros responsáveis que persistem em manter umas portagens erradas, injustas e criminosas”, argumentou a Comissão de Utentes.

A CUVI considerou ainda que o PS e Governo liderado por António Costa estão “a comportar-se exatamente como o governo de Passos Coelho e do PSD/CDS”, que foram responsáveis pela introdução de pagamento na A22 a 11 de dezembro de 2011.

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