Transporte Ferroviário

Comissão quer fim da concessão ferroviária à Fertagus

Fotografia: Arquivo/global Imagens
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A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul exige o fim da Parceria Público-Privada (PPP) com a Fertagus e a integração da empresa na CP.

A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul (CUTMS) entregou esta terça-feira ao Governo um manifesto a exigir o fim da Parceria Público-Privada (PPP) com a Fertagus e a integração da empresa na CP.

“O Governo assumiu estar a analisar este assunto. Ainda não tem uma decisão tomada, mas diz que é um dos assuntos que tem consciência que tem um prazo”, disse um dos membros da CUTMS, Marco Sargento, em declarações à agência Lusa.

De acordo com o responsável, o documento com o título “Basta de PPP com a Fertagus, queremos o serviço integrado na CP” foi entregue hoje de manhã na residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, ao vice-presidente da Assembleia da República Jorge Lacão e aos grupos parlamentares.

Segundo Marco Sargento, o manifesto funciona em torno de três ideias chave.

“Um dos objetivos é terminar com a PPP, que é claramente ruinosa para o país”, avançou.

Para exemplificar, o responsável referiu que, tal como o Tribunal de Contas analisou no seu relatório sobre o período de 1999 a 2013, esta parceria “consumiu mais de 77 milhões de euros”.

“São 77 milhões de euros que poderiam ter sido usados para promover o verdadeiro transporte público”, frisou.

Em 2019 termina o contrato de concessão com a Fertagus e, por isso, o movimento pede ao Governo que “tome a decisão certa” e que “integre o serviço na CP”.

Outro dos objetivos deste manifesto é a defesa dos interesses dos utilizadores, incluindo a redução de tarifas.

“Os utentes hoje têm preços na Fertagus que são o dobro dos praticados na CP”, apontou o responsável, indicando que “entre Azambuja e Lisboa o que a CP cobra é metade do que é cobrado na Fertagus entre Setúbal e Lisboa”.

Marco Sargento referiu ainda que a Fertagus “se recusa a aceitar o passe social no seu sistema tarifário”, ao contrário da CP.

Para o movimento, o interesse dos trabalhares também está em causa, até porque, “a integração na CP ia potenciar os seus direitos e qualidade de vida”, referiu o responsável.

O manifesto foi lançado em junho e reúne 200 entidades, entre as quais comissões de utentes, sindicatos, autarquias e personalidades da cultura, música e desporto.

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