Comissões cobradas aos restaurantes limitadas a 20% e taxas de entrega sem aumentos. Uber está contra

As medidas do Governo para o confinamento estabelecem limites nas comissões cobradas nos serviços de entrega de refeições ao domicílio e ainda limites de preços no gás engarrafados. Uber reage.

Com os restaurantes a preparar-se para voltar a encerrar, limitados apenas ao regime de take-away e entregas ao domicílio, as medidas divulgadas pelo Governo estabelecem limites nas taxas e preços destes serviços.

É indicado que as comissões cobradas aos restaurantes pelas plataformas estarão limitadas a 20%. Também fica estabelecido que as taxas de entrega das refeições não poderão aumentar neste período.

Já em relação ao gás engarrafado (GPL), está inscrita a medida de que este estará sujeito a preços máximos.

Estes limites nas taxas e preços já eram contemplados no decreto do estado de emergência enviado esta terça-feira por Marcelo Rebelo de Sousa à Assembleia. "Prevê-se (....) a possibilidade de intervenção na limitação de preços de certos produtos e serviços, como o gás de garrafa ou as entregas ao domicílio, a fim de evitar especulação."

No final do ano passado, as comissões cobrados por plataformas como a Glovo ou a Uber Eats foi alvo de críticas. De acordo com uma análise da Deco Proteste, o acordo entre as plataformas e os restaurantes variava entre os 15 a 30% de comissão na Uber Eats. Já na Glovo a percentagem poderia chegar mesmo aos 35%.

Uber Eats afirma que "medidas tornam serviço menos acessível para consumidores"

Fonte oficial da Uber, dona do serviço Uber Eats, afirma que "apoiar o setor da restauração nesta pandemia tem sido uma das prioridades" da empresa na pandemia. "Desde março de 2020 que investimos financeiramente num plano para ajudar os mais de 6 000 restaurantes e comerciantes - e as milhares de pessoas que dependem deles para trabalhar - continuando a garantir um serviço de entrega aos consumidores. O nosso foco é aumentar o volume de negócios dos restaurantes e ajudar na sua adaptação ao delivery."

A empresa afirma que "as limitações impostas" ao modelo de negócio, incluindo a taxa de serviço, forçam a empresa a "alterar a forma como operamos, prejudicando todos os que utilizam a nossa aplicação e que queremos apoiar."

"Estas medidas tornam o serviço menos acessível para os consumidores, o que limitará a procura dos restaurantes e consequentemente as oportunidades dos milhares de pessoas que fazem entregas com a nossa aplicação. Vamos agora analisar as alterações necessárias, procurando minimizar o impacto negativo que esta alteração terá para todos neste novo confinamento", diz a Uber.

Atualizado às 21h14 para incluir reação da Uber.

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