finanças pessoais

Como fazer contas ao que posso gastar até ao Natal?

Foto: D.R.
Foto: D.R.

Estamos a chegar à fase da pressão para consumir no Natal. A Reorganiza dá algumas dicas sobre como se proteger das estratégias de marketing agressivo

Com o Natal aí à porta, chegam também as campanhas publicitárias que pretendem criar em nós o desejo de comprar determinados bens ou serviços. A quadra festiva costuma ser marcada pelo consumismo desenfreado e, por vezes, as famílias acabam por gastar mais do que aquilo que estavam a contar.

A Reorganiza dá alguns conselho para que sobreviva ao consumismo.

O marketing vai começar a apertar

Marketing

Começam a surgir as campanhas publicitárias de o Natal. “Já vamos vendo iluminações de Natal, anúncios e outras situações alusivas à necessidade de gastar dinheiro nesta altura. A febre começa a instalar-se e quanto mais nos aproximarmos do dia, maior será a pressão para consumir. E sim, maior será o trânsito nas imediações das grandes superfícies comerciais e com isso o stress e o nervosismo correspondente”, refere a Reorganiza.

Como se proteger do marketing agressivo?

Compras

A consultora destaca duas ideias neste contexto:

1. Perceber as nossas prioridades – Temos de saber sempre aquilo que é prioritário nas nossas vidas, porque as nossas prioridades são espelhadas no nosso consumo e, consequentemente, no nosso orçamento familiar.

2. Respeitar um orçamento familiar – Uma boa prática de finanças pessoais é a construção e o respeito pelo orçamento familiar, um orçamento que deve ser feito para o controlo do destino que damos ao nosso dinheiro ao longo do ano. Logo, o orçamento para o Natal deve estar incorporado nos nossos planos para o ano inteiro, porque o Natal acontece todos os anos.

Defina o orçamento para a época festiva

Euro

“Procure que este orçamento não seja superior a 20% ou 30% do seu subsídio de Natal, libertando o restante para outras despesas essenciais (por exemplo, pode fazer o pagamento da anuidade do seu seguro automóvel e assim evitar os encargos de fracionamento), para reforçar o seu fundo de emergências ou mesmo para liquidar algum crédito de forma antecipada”, explica. A percentagem pode variar, especialmente nos rendimentos mais elevados, pois não é por termos mais rendimento disponível que devemos gastar simplesmente porque sim.

Deve olhar para o subsídio de Natal como uma poupança forçada que não deve ser usada apenas porque está disponível.

O bom senso é muito amigo da nossa carteira

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“Na prática, o bom senso é uma ferramenta fundamental para conseguirmos atingir os nossos objetivos com tranquilidade e conforto. No Natal temos de usar do bom senso. Perceber o que é razoável e o que já é exagerado, para fugir das estratégias de marketing que apelam ao nosso coração e ao sentimento de culpa”, explica a Reorganiza. Uma das grandes ideias de senso comum é não recorrer ao cartão de crédito para estas compras mais superficiais.

Os presentes não podem pôr em causa o orçamento da família para os próximos meses, simplesmente porque teremos de pagar a dívida ao banco, acrescida de juros.

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