Como gerir o meu dinheiro

Como selecionar as melhores ações e obrigações?

ações e obrigações

Durante este mês vamos responder a questões económicas com ajuda da Golden Wealth Management. Hoje publicamos o segundo artigo.

Nas próximas semanas, às segundas-feiras pode ver respondidas questões como: Quero investir. Como o posso fazer? (publicado dia 1); Como selecionar as melhores ações e obrigações? (publicamos hoje); E se investir em fundos? (dia 15); e Como gerir melhor as poupanças? (dia 22).

Segue-se então o tema desta semana, respondido por Luís Mateus, Head of Fixed Income da Golden Wealth Management.

Como selecionar as melhores ações e obrigações?

No momento de constituir uma carteira de investimentos, é fundamental ser-se fiel a um conjunto de boas práticas, que mais do que garantir que o portfolio é diversificado permitam cumprir com os seus objetivos de risco e retorno. Ações e obrigações desempenham assim papéis diferentes, devendo os pesos das suas alocações adequar-se ao perfil, aspirações e horizonte temporal do investidor.

Ao investir em obrigações estamos na prática a emprestar dinheiro a uma entidade terceira. As obrigações transacionam numa lógica de taxa de juro implícita, que incorpora um prémio de risco face ao ativo isento de risco à moeda que lhe está subjacente (dívida soberana dessa moeda). Quanto maior esse prémio, maior deverá ser o risco associado ao investimento.

Ao investir em ações estamos a adquirir uma participação no capital de uma empresa e assim a comprometermo-nos com a sua evolução futura. O preço é definido pelas condições de mercado (oferta e procura), mas o seu valor intrínseco pode ser diferente e depende da capacidade de crescimento e sustentabilidade operacional e financeira do negócio da empresa e claro está, da sua comparação com outras semelhantes.

Conhecer os negócios onde vamos investir (seja através de ações ou obrigações), averiguar a sua capacidade de libertar (recorrentemente) cash flows, compreender a evolução da sua estrutura de endividamento é fundamental e exige uma monitorização permanente.

O objetivo principal da diversificação é reduzir risco. É muito importante neste pressuposto adequar os nossos ativos às condições e ambiente de mercado, procurando evitar algumas armadilhas ou escolhas “pouco adequadas”.

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