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Competitividade: Corte de previsões internacionais é risco para exportações

(Paulo Alexandrino / Global Imagens)
(Paulo Alexandrino / Global Imagens)

O Fórum para a Competitividade alerta que a revisão em baixa das previsões económicas internacionais para este ano e o próximo representam um risco para as exportações portuguesas.

“Em relação ao trimestre anterior, verificou-se uma generalizada revisão em baixa das previsões económicas internacionais para 2019 e 2020, um risco para as exportações portuguesas”, indica o Fórum para a Competitividade nas suas “Perspetivas empresariais n.º 6”, relativas ao segundo trimestre de 2019 e hoje divulgadas.

A análise assinada por Pedro Braz Teixeira, diretor do Gabinete de Estudos do Fórum para a Competitividade, destaca as revisões em baixa do crescimento económico para este ano “da zona euro (de 1,8% para 1,2%), da Alemanha (de 1,8% para 0,7%), de Itália (de 1,1% para 0,1%), Países Baixos (de 2,5% para 1,7%) e de Angola (de 3,1% para 0,4%)”.

E indica, “como nota positiva”, que Espanha e a China não viram as previsões serem revistas em baixa.

O Fórum para a Competitividade salienta que “os riscos principais continuam a ser as guerras comerciais e o ‘Brexit’ [saída do Reino Unido da União Europeia], que poderão levar a novas revisões em baixa do crescimento económico ao longo de 2019”.

O organismo adianta também que, apesar da subida da taxa de desemprego em Portugal, de 6,7% para 6,8% no primeiro trimestre de 2019, o indicador deve continuar a descer “embora a um ritmo inferior ao dos últimos anos”.

O Fórum para a Competitividade frisa ainda que no primeiro trimestre de 2019, o endividamento das famílias e das empresas diminuiu e “espera-se uma continuação da redução das dívidas, ainda que com um abrandamento face ao atual ritmo”.

O organismo mantém a sua anterior previsão de que a economia portuguesa deve desacelerar de 2,1% em 2018 para entre 1,6% e 1,9% em 2019, se excluídas as previsões extremas.

O Fórum para a Competitividade considera que, em termos setoriais, as perspetivas de curto prazo deterioraram-se na construção, comércio e serviços, estabilizaram na indústria e melhoraram no turismo.

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