Compra online? Apenas 30% dos portugueses acredita ter os dados protegidos

No Grande Porto o sentimento de insegurança em relação à protecção de dados é maior, segundo o Observador Cetelem E-Commerce 2019,

Apenas um terço dos portugueses acredita que as lojas online protegem os seus dados e que não os partilham sem autorização. E os residentes do Grande Porto são os menos confiantes (23%).

"Ainda são poucos os portugueses a acreditar que as lojas online protegem os seus dados e que não os partilham sem autorização (30%), com 35% a concordar que os seus dados são utilizados para fins comerciais. Os inquiridos na Grande Lisboa são os mais confiantes na proteção de dados pessoais (39%) enquanto os inquiridos do Grande Porto (23%) são os menos confiantes", informa o Observador Cetelem E-Commerce 2019, com base numa amostra representativa de 1000 indivíduos residentes em Portugal Continental.

Os resultados surgem um ano depois da entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), tendo levado a várias mudanças nas empresas, na forma como gerem os dados e as informações dos consumidores.

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Ao nível da cibersegurança, 36% dos inquiridos consideram as lojas online seguras, mas 40% receia possíveis situações de fraude. "Apenas 30% estão confortáveis com o fornecimento de dados para pagamento de compras online", refere o Observatório. Mais uma vez detetam-se diferenças regionais: "os inquiridos na região Norte (43%) têm mais receio destas situações, seguido dos da Grande Lisboa (41%)".

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O Observatório Cetelem também testou o conhecimento de expressões usadas em relação ao comércio online como cookies, https://, realidade virtual, Inteligência Artificial, Marketplaces, Hashtag, WebAnalytics e Realidade Aumentada.

"Em média, apenas 40% dos portugueses conhecem estas oito expressões", sendo o conhecimento maior entre os que são compradores online frequentes, com o termos cookies a ser reconhecido por 93%); o https:// por 92%; realidade virtual por 84% e Inteligência Artificial por 79%. Menor reconhecimento gerou expressões como Marketplaces (35%); Hashtags (34%); WebAnalytics (32%) ou Realidade Aumentada (31%).

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