Compra para arrendamento turístico dinamiza mercado imobiliário

A Savills antecipa um caminho de estabilização e consolidação de preços "mais direcionado para o segmento de imóveis residenciais usados".

No ano passado, 85,2% das 178 691 casas vendidas eram usadas. O mercado de reabilitação exerceu "um peso bastante significativo" na compra e venda de imóveis mas o número de reconversões para uso próprio é muito "modesto", diz Alexandra Gomes, senior analyst da Savills em Portugal.

A reabilitação urbana, "bem como a compra para colocação no mercado de arrendamento turístico têm sido sem dúvida, os dois fatores mais dinamizadores do mercado residencial".

A especialista lembra que a compra e venda de casas para uso próprio e direcionada para os compradores nacionais mantém-se em níveis modestos e que traduzem uma desadequação da oferta atual ao perfil da procura. "A escassez de construção nova pensada de raiz para as famílias portuguesas de rendimento médio é um dos principais desafios que o mercado de promoção residencial enfrenta atualmente", acrescentou.

Para 2019, a Savills antecipa um caminho de estabilização e consolidação de preços "mais direcionado para o segmento de imóveis residenciais usados". O segmento prime "manter-se-á em alta, não sendo ainda expectável um ajustamento de preços visível e que produza efeitos na dinâmica do mercado residencial".

No ano passado foram licenciados um total de 22.062 edifícios em Portugal, sendo que 5.164 destes edifícios são destinados a reabilitação urbana, 16.898 destinados a construções novas e, destes, 11 375 foram destinados a habitação familiar (67,3%).

A Área Metropolitana de Lisboa representou 15,5% dos edifícios licenciados em 2018, com um total de 2 069 edifícios (84,2%) destinados a habitação familiar, mostra a Savills. O Norte contou com um total de 8.580 edifícios, dos quais 23,3% foram direcionados para reabilitação urbana e 70% destinados a construções novas, com a habitação familiar equivalente a 75,4%.

A Savills lembra que para este ano há "mais de 2000 fogos de habitação" previstos. "A junção de vários fatores como a grande dimensão dos terrenos e edifícios alvo de intervenção, a localização dos mesmos aliada às boas acessibilidades, o interesse que Lisboa continua a gerar junto dos investidores e a necessidade de aumentar a oferta atual dos mais variados segmentos, dão a estes ativos / projetos uma versatilidade que se torna sinónimo de um rápido escoamento no mercado", conclui Alexandra Gomes.

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