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Comprar ou arrendar? 90% dos portugueses dizem sim à compra

Fotografia: Global Imagens
Fotografia: Global Imagens

No momento de decidir, a esmagadora maioria dos portugueses prefere comprar casa. O arrendamento seduz quem tem rendimentos mais baixos.

O valor médio da venda de casas atingiu em 2017 um máximo histórico – superando os patamares registados em 2006 e 2007 – e os últimos dados disponíveis mostram que os preços se têm mantido em alta em 2018. Ainda assim, quando são chamados a dizer se preferem comprar ou arrendar uma casa, os portugueses não têm dúvidas e 89,7% opta pela compra.

Esta preferência é transversal aos vários níveis etários, sendo que os mais novos apenas se viram para o arrendamento por falta de condições económicas. Estes são alguns dos resultados do Observatório do Mercado da habitação, um estudo realizado pela rede imobiliária Century 21.

Os dados deixam pouca margem para dúvidas: 85% dos jovens até aos 29 anos inclui a compra de uma casa nos seus planos e quase 90% dos que estão entre 30 e os 50 anos optam pela compra quando chega o momento de tomar uma decisão.

E o que leva a maioria das pessoas a acreditar que a compra de casa lhes traz mais vantagens? O facto de acreditarem que se trata de um investimento para o futuro (58%), que arrendar é um desperdício de dinheiro (27%) ou ainda que arrendar é tão caro como comprar (21%).

Esta perceção acaba, assim, por relegar o arrendamento para segundo plano. Apesar de, como mostram os economistas e Professores da Católica Lisbon School of Business and Economics Nelson Camanho e Daniel Fernandes no estudo “A ilusão da hipoteca”, nem sempre a compra se traduzir no melhor negócio.

O estudo da Century 21 mostra também que a maior três em cada quatro das pessoas que vive numa casa arrendada apenas aceita pagar uma renda porque não tem condições para comprar uma.

Entre os que vivem em casa arrendada porque assim o prefere, a maior parte (43,7%) reconhece que esta opção lhe confere uma flexibilidade para mudar facilmente se tal se revelar necessário. A estes somam-se os 25,2% que apontam a economia que uma renda lhes proporciona nomeadamente em termos fiscais.

 

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