Coronavírus

Presidente da confederação do Turismo apela à “calma” no setor

Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal.
(Fotografia: Gustavo Bom/ Global Imagens)
Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal. (Fotografia: Gustavo Bom/ Global Imagens)

Francisco Calheiros diz que setor do turismo normalmente é o primeiro a entrar e a sair das crises.

O presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Francisco Calheiros, apelou hoje à “calma” a propósito do coronavírus, lembrando que o setor costuma ser o “primeiro a entrar em crise e o primeiro a sair”.

“O que nós temos dito, e aquilo que refletimos e que passamos aos nossos associados, é que neste momento é preciso ter calma, porque ainda se sabe pouco sobre o vírus. É uma realidade, é mau, as situações têm estado a acontecer”, disse Francisco Calheiros à Lusa, à margem de uma reunião na sede do PSD, em Lisboa, sobre o aeroporto do Montijo.

O responsável frisou que “nas várias crises que têm aparecido, costuma ser o primeiro setor a entrar na crise e o primeiro a sair da crise”, e que devido ao surto do novo coronavírus implicar mudanças nas deslocações das pessoas, o turismo entrou “mais depressa”.

“Há setores, e nomeadamente alguns dentro do turismo, que estão com problemas muito reais e muito concretos”, acrescentou.

Francisco Calheiros relembrou ainda que está marcada uma reunião para segunda-feira do Conselho Permanente da Concertação Social para responder ao surto de Covid-19, de forma a “ver quais são as ações que o Governo vai propor nesse sentido”.

Na sequência do surto de Covid-19, a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) foi adiada para os dias 27 a 31 de maio, após as entidades públicas de turismo e várias associações do setor terem cancelado a sua participação no evento, anunciou na quinta-feira a organização.

Também a TAP decidiu reduzir a capacidade num total de 1.000 voos, em março e abril, devido ao “forte abrandamento” nas reservas, em pleno surto de Covid-19.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou 3.385 mortos e infetou mais de 98 mil pessoas em 87 países e territórios, incluindo 13 em Portugal.

Das pessoas infetadas, mais de 55 mil recuperaram.

Além de 3.042 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas, San Marino, Iraque, Suíça, Espanha e Reino Unido.

A OMS declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

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