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Conferência DV: 7 anos, 7 pitadas de valor nacional

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Na área de exposição do evento não faltou realidade virtual degustação de comida original e sapatos desenhados ao gosto de cada um.

Uma conferência serve não só para ouvir oradores e debates com troca de ideias, experiências, números (de crescimento, receitas, talento contratado e afins), mas também para conhecer histórias e até ficar a conhecer de forma um pouco mais direta empresas que estão, de alguma forma, a inovar e levar Portugal além-mar.

A Conferência Sucesso Made in Portugal, que decorreu no CCB, também se tornou numa oportunidade para algumas das empresas presentes nos dois debates puderem mostrar-se em pequenos stands. A Farfetch não levou nenhuma das suas boutiques de luxo e a marca que teve maior representação acabou por ser o ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade, que mostrou que é bem mais do que uma empresa focada na nobre missão da soldadura ou da qualidade. A iniciativa foi também uma oportunidade de celebrar o sétimo aniversário do Dinheiro Vivo, como marca de e sobre economia, mas com valências cada vez mais amplas, ou não fosse o nosso slogan “Há economia em tudo o que há”.

Logo à entrada do CCB, a Peugeot, um dos parceiros da iniciativa, colocou duas unidades do novo Peugeot 508 para português participante do evento ver – o modelo acaba de ficar à venda por cá. O produto em si não é português, mas a marca francesa está a fazer por estes dias a apresentação internacional da sua carrinha 508 SW em Portugal. Já a Fricon Portugal (presente em mais de 100 países de cinco continentes) ofereceu gelados aos participantes.

ISQ: da soldadura ao ‘farming’

O ISQ opera há mais de 50 anos (nasceu em 1965) e mostrou um vislumbre de alguns dos serviços que faz nas áreas de inspecção, formação e consultoria técnica. Uma das tecnologias demonstradas no espaço da empresa envolvia realidade aumentada, num simulador de soldadura. Raimundo Vaz, formador do ISQ, explicou-nos que o equipamento é usado numa fase inicial da formação de soldadores e tem como vantagens não emitir fumos nem queimar, reduzindo os riscos para o formando e não gasta denecessariamente o material, já que é tudo virtual. Além disso, corrige os formandos em tempo real. Experimentámos os óculos de realidade aumentada e percebemos que não é fácil seguir as instruções do sistema, requer alguma habituação.

O ISQ também apresentou no seu espaço a Qart, uma startup com participação da empresa com uma tecnologia inovadora para monitorizar o ruído e a qualidade do ar que respiramos, em tempo real e cujos produtos vão começar a ser vendidos para as câmaras municipais. A Grow To Green é uma startup participada pelo ISQ e pelo AirLab e constrói câmaras climáticas para produção de plantas em ambiente controlado. “Fazemos uma evolução face à estufa, controlamos por completo o ambiente, a temperatura, a humidade, velocidade do ar, iluminação e garantimos que as plantas crescem mais saudáveis e rapidamente e sem pesticidas”, disse-nos João Alves Pereira, da Grow to Green. Presente também esteve um dispositivo de realidade virtual para apoiar a manutenção aeronáutica. A empresa tem escritórios, delegações e empresas associadas em Abu Dhabi, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Brasil, China, Espanha, EUA, Guiana Francesa, México, Moçambique, Noruega, Oman, Qatar e Turquia.

TAP:realidade virtual para experienciar novos aviões

A TAP levou para o evento um expositor onde o foco principal eram uns óculos de realidade virtual. A ideia passava por puder mostrar o que valem os novos aviões que a empresa vai disponibilizar no próximo ano. Como nos explicou o CEO da TAP, Antonoaldo Neves, a companhia área portuguesa vai ter 37 aeronaves em 2019. Isto irá permitir que chegue a um total de 80% de horas voadas no longo curso, no final de 2019, feitas em equipamentos de última geração, neste caso com o modelo da Airbus A330neo (será, assim, a única companhia a conseguir um registo tão significativo com este tipo de aviões).

Na verdade, o primeiro A330neo do mundo foi entregue precisamente à TAP Air Portugal em novembro, com a configuração de 34 assentos “full-flat” em classe executiva, 96 lugares na classe economy plus e 168 em classe económica. O novo e moderno aparelho da Airbus será uma das estrelas da companhia e, no pequeno stand que estava no evento, os visitantes puderem experienciar por realidade virtual algumas das inovações do interior.

Além de permitir um alcance superior face ao modelo anterior, o novo avião está equipado com a nova cabina Airspace, que oferece maior conforto e mais espaço para os passageiros, compartimentos de maior dimensão para as bagagens, uma iluminação de cabina inovadora e sistemas de entretenimento e conectividade de última geração. O modelo permite também uma redução significativa no consumo de combustível, em 25%, em comparação com modelos concorrentes mais antigos.

Frulact: degustação à discrição

A Frulact – Ingredientes para a Indústria de Laticínios há muito que começou a sua estratégia de internacionalização e só num década investiu 100 milhões de euros (38 milhões deles em território nacional), daí que as vendas em Portugal sejam residuais no cômputo geral da empresa que tem fábricas de França, ao Canadá, passando pela África do Sul e, claro, Portugal.

No evento no CCB, os participantes puderam degustar o resultado da nova estratégia da marca especializada no mercado de concentrados de frutas que também trabalha com cereais e frutos secos para as indústrias de laticínios, gelados e pastelaria.

A empresa está num novo ciclo para tentar levar aos consumidores produtos mais autênticos e próximos daquilo que conhecem e produtos em que se revejam. Para degustação tinham, assim, no seu espaço, uma bebida à base de fruta e um tipo de iogurte vegetal, suave e sem laticínios (dairy-free) – algo em que a marca deposita grandes esperanças ao tentar convencer o mercado norte-americano das maravilhas do iogurte. Também era possível experimentar um paté de algas com sabor a mar e uma citronada de chia.

Lusiaves: centro de controlo ao estilo NASA

A Lusíaves é outra empresa de cariz familiar que esteve presente com uma zona de exposição na iniciativa do Dinheiro Vivo. Numa pequena área os visitantes puderam ter contacto com um vídeo sobre a peculiar sala de controlo que parece saída de um centro da NASA e que serve para controlar com vários sensores toda a operação de rações para aves variadas, dos frangos aos perús.

Renova: abram alas à Renova Sexy, a Rexy

A empresa de Torres Novas trouxe a sua mais recente mascote, um boneco enorme com forma de rolo de papel chamado Rexy (que vem de Renova Sexy). A ideia da Rexy até chegou de clientes de Taiwan e serve para promover as novas embalagens de rolos de papel higiénico em papel da marca, que quer evitar, assim, o uso de plástico prejudicial para o meio ambiente. O lançamento das embalagens foi feito em Londres, mas já estão disponíveis em Portugal, Espanha e França.

Delta Cafés: uma máquina de café autónoma

Já não é novidade em iniciativas em que a Delta Cafés comparece, mas é sempre tão útil tão peculiar ver uma máquina de café autónoma a circular atrás de uma assistente num evento. O robô wiGo é produzido pela startup portuguesa Follow Inspiration e, além de seguir a assistente para onde ela vá, para que possa servir cafés, tem um sistema de extracção de café chamado Rise que, na prática, serve o café de forma inversa, a partir do fundo da chávena. E esta, hein?

Undandy: sapatos feitos ao gosto de cada um

A startup portuguesa que em dois anos passou a exportar para 140 países, Undandy, tem pouco negócio em Portugal e, a maioria até é para os EUA. No evento tinham presentes alguns modelos de sapatos, sapatilhas e sneakershoes, uma espécie de sapato-sapatilha. Com um aspeto premium, o que mais surpreende é como se pode ir à sua página na internet (no evento tinham um tablet) e personalizar um sapato com estilos diferentes, cores variadas em partes distintas do sapato e até trocar uma parte de cima de um sapato pela de outro. Uma panóplia (quase) infinita de personalização à medida dos gostos de cada um.

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