Confiança dos consumidores e empresas cai em fevereiro

Comércio, serviços e construção apresentam quebras acentuadas de confiança na evolução da economia.

A confiança na economia portuguesa dos consumidores e empresas recuou em fevereiro, num período marcado pelo segundo confinamento do país devido à pandemia do novo coronavírus.

"O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em fevereiro, depois dos aumentos registados nos dois meses anteriores, de forma menos intensa em janeiro", revela o Inquérito Qualitativo de Conjuntura aos Consumidores do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o relatório divulgado esta quinta-feira, o pessimismo dos consumidores prende-se sobretudo com a quebra das expectativas positivas da evolução futura da situação económica do país., que está a retrair decisões de compras importantes.

"O saldo das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país diminuiu em fevereiro após os aumentos registados nos dois meses anteriores, de forma significativa em dezembro", lê-se no documento.

As empresas também apresentam sinais de quebra de confiança. Segundo o INE, "em fevereiro, verificaram-se diminuições acentuadas nos indicadores de confiança do comércio e, em particular, dos serviços, enquanto na construção e obras públicas o indicador diminuiu ligeiramente".

Apenas a indústria transformadora dá sinais de algum otimismo, justificado pelas expectativas de produção.

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