Turismo

Congresso das agências de viagens quer lutar pela modernidade

Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, na cerimónia de abertura do 45º Congresso da associação. Foto: Direitos reservados
Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, na cerimónia de abertura do 45º Congresso da associação. Foto: Direitos reservados

Congresso da APAVT vai realizar-se em Aveiro de 11 a 15 de novembro

O congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) vai realizar-se, entre 11 e 15 de novembro, em Aveiro, e pretende chamar à atenção para a necessidade de modernidade num mundo “cada vez mais antigo”.

“É altura de chamarmos a atenção para a necessidade de lutarmos todos pela modernidade, num mundo cada vez mais antigo”, tema que dá mote ao encontro deste ano, notou o presidente da associação, durante a apresentação do 46.º congresso da APAVT, em Lisboa.

“Antes de tudo mais, o turismo não gosta de intolerância, não gosta de barreiras à circulação, não gosta de fronteiras fechadas, gosta de tolerância de proximidade entre os povos, de solidariedade e de alegria de viver em conjunto”, explicou Pedro Costa Ferreira.

De acordo com este responsável, no encontro será ainda debatida a sustentabilidade do planeta, dos destinos turísticos, dos negócios, das políticas públicas, nomeadamente camarárias, bem como a “necessidade de gestão correta da pressão turística”.

O congresso vai ainda contar com o debate de temas macroeconómicos relevantes para o setor e com sessões para os agentes de viagens, referiu.

“Não há memória de termos regressado a uma cidade, para realizarmos mais um congresso” apenas quatro anos depois, sublinhou.

Assim, a APAVT estará em Aveiro a lutar “contra muros” e estigmas, pela sustentabilidade dos destinos turísticos e contra a sua “exploração ignorante”, mas também contra “a ignorância de quem não entende que não há turistas sem empresas de turismo”, precisou Pedro Costa Ferreira.

Por sua vez, o presidente da Entidade Regional do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, defendeu que o facto de, durante décadas, Portugal ter sido ‘vendido’, quase exclusivamente, como um destino de sol e praia, “colocou o foco num monoproduto”, tirando a visibilidade ao Alentejo, Centro, Norte e Açores, que também se distinguem por fatores como a cultura ou a natureza.

Já o presidente da Câmara de Aveiro disse que, desde 2016, a cidade fez um “crescimento fantástico” a nível do turismo, mas também do território, notoriedade, conhecimento e dimensão económica.

José Ribau Esteves acrescentou ainda que o regresso do congresso da APAVT a Aveiro vai permitir continuar esse crescimento e prolongar, por “um tempo longínquo”, os resultados positivos que lhes estão associados.

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