Saúde

Conselho de Supervisão da ADSE adia aumentos nas consultas

O Conselho Diretivo da ADSE tinha proposto aumentos nas consultas, mas o órgão de supervisão alega que os descontos já são elevados.

O Conselho Geral e de Supervisão (CGS) não chegou, esta quarta-feira, a consenso quanto à proposta de aumento do preço das consultas a cargo dos beneficiários da ADSE (sistema de proteção na doença dos funcionários e aposentados do Estado). Os novos preços deveriam vigorar a partir de janeiro e implicariam uma subida dos copagamentos de 1,51 euros nas consultas de clínica geral e de 1,01 euros nas de especialidade. Nos dois casos, o preço final ficaria nos 5 euros.

Entre os argumentos invocados pelos representantes sindicais e dos beneficiários no CGS para recusarem o aumento está o facto de os descontos serem já elevados (3,5% da remuneração/pensão) e de o Orçamento do Estado para 2018 não ter baixado aquele patamar. Deste modo, a expectativa de que a proposta seja retirada aumenta. O assunto será novamente analisado numa reunião a realizar em janeiro.

Quanto à revisão dos preços pagos às entidades convencionadas, os representantes dos beneficiários defendem que seja apresentada uma nova proposta que tenha em conta o impacto da medida na sustentabilidade da ADSE. Na proposta de atualização das tabelas, o Conselho Diretivo do subsistema de saúde dos funcionários públicos, presidido por Carlos Liberato Baptista, referia que por causa dos” preços atualmente praticados pela ADSE junto dos seus prestadores, se assiste a um tratamento discriminatório (…) que é justificado pelo pouco atrativo preço praticado”. A tabela não é atualizada há 18 anos, o que faz com que os preços afastem o interesse dos prestadores de cuidados de saúde em ter convenções com a ADSE.

Ao Dinheiro Vivo, José Abraão, representante da Fesap no CGS , recusa qualquer revisão dos preços a cargo dos beneficiários. O STE também se manifestou contra a proposta.

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