Investimento

Consórcio Amorim/Vanguard fecha compra da Herdade da Comporta

Miguel Guedes de Sousa, Paula Amorim, Claude Berda, José Cardoso Botelho e Alexandre Berda. Foto: DR
Miguel Guedes de Sousa, Paula Amorim, Claude Berda, José Cardoso Botelho e Alexandre Berda. Foto: DR

O consórcio que junta a Vanguard Properties e a Amorim Luxury assinou esta quinta-feira a compra da Herdade da Comporta.

Está concluída a compra dos ativos imobiliários do Fundo da Herdade da Comporta. Mais de um ano e meio depois do início do processo, o consórcio constituído pela Amorim Luxury, de Paula Amorim, e a Vanguard Properties, de Claude Berda, assinou hoje a escritura do negócio. Os investidores pagaram 157,5 milhões de euros.

Em comunicado que fez chegar às redações, o consórcio refere que adquiriu esta quinta-feira à GESFIMO os ativos “denominados Comporta Dunes e Comporta Links” que totalizam cerca de 1,380 hectares de área de desenvolvimento e floresta”.

Na mesma nota, a Vanguard e a Amorim destacam que com a assinatura do negócio, fica assim “concluído um longo trabalho de negociação e formalização do processo de aquisição que vai permitir o desenvolvimento de toda uma região, criando emprego, oferta turística de altíssima qualidade, tudo num contexto de respeito pela vida, pelos
ecossistemas, e pela sustentabilidade futura”.

O consórcio pretende fazer um investimento de 1,5 mil milhões de euros na Herdade da Comporta, que dará à região “uma nova oferta de nível internacional, exemplar e única em Portugal e na Europa”, lê-se na nota.

A escritura esteve prevista para o passado dia 28 de outubro, mas acabou adiada por não estar concluído o impasse relacionado com as servidões administrativas, ou seja, as infraestruturas que são partilhadas com outras entidades

A venda dos ativos imobiliários da Comporta foi um processo atribulado. Depois de um concurso anulado, o consórcio de Paula Amorim e Claude Berda acabou por ver o negócio aprovado pelo Fundo Herdade da Comporta, gerido pela Gesfino e detido em quase 60% pela Rioforte, em novembro de 2018.

Os agora donos da Comporta enfrentaram ainda a oposição da Total Value, uma das lesadas do BES, que interpôs em setembro um recurso à decisão do Tribunal da Relação de Lisboa de não oposição à venda.

“O Fundo da Herdade da Comporta não está arrestado, os terrenos não estão arrestados, a sociedade gestora é a única entidade que tem competência para decidir a venda, e os acionistas votaram em mais de 80% a venda à Amorim e à Vanguard”, declarou em entrevista ao Dinheiro Vivo José Botelho, diretor-geral da Vanguard, em outubro.

Na próxima década, o consórcio prevê criar na Comporta hotéis, condomínios privados, academias desportivas, comércio ou restauração, aproveitando as infraestruturas que já existem mas também com construção nova. Em simultâneo, os novos donos estão a trabalhar com as Câmaras numa alternativa ao acesso às praias, que deverá deixar de ser feito de carro.

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