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Construção reclama papel ativo no Plano de Recuperação 2020-30

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Os industriais da construção civil e obras públicas destacam a importância da concretização do Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030 e de um quadro regulatório e fiscal “estável e competitivo” na retoma do país após a pandemia.

“Quando cerca de metade do Portugal 2020 se encontra por executar e se perspetiva um novo ciclo de fundos comunitários com uma dimensão sem paralelo e, por outro lado, o investimento privado nacional e estrangeiro em imobiliário continua a revelar um elevado potencial, se for assegurado um quadro regulatório e fiscal estável e competitivo, é evidente que o país tem, neste setor e nas suas empresas, uma oportunidade para regressar o quanto antes a um caminho de convergência com a restante Europa”, sustenta o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).

Num comunicado emitido no âmbito da comemoração dos 128 anos da associação, Manuel Reis Campos destaca, “no imediato”, a importância do Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030, “que o Governo está a preparar e do qual se espera a definição de um adequado planeamento e calendarização do investimento público”.

Segundo o dirigente associativo, este plano “deverá ser acompanhado de uma efetiva mobilização e capacitação das empresas da construção”, estando a AICCOPN disponível para contribuir “com um posicionamento permanente e ativo”.

“Apontado como uma das apostas estratégicas à escala europeia para liderar a retoma da economia e a recuperação do emprego, o setor assume, uma vez mais, uma posição determinante para que Portugal possa reencontrar uma trajetória de crescimento sustentado”, considera Reis Campos.

No entanto, salienta, para tal “é indispensável assegurar às empresas portuguesas do setor as condições necessárias para ultrapassar os impactos imediatos causados pela pandemia e garantir o seu posicionamento competitivo numa altura em que, mais do que nunca, é no investimento público e privado que reside a chave do futuro coletivo”.

“Cento e vinte e oito anos depois, a associação mantém e consolida os princípios que deram origem à sua constituição e assume um papel renovado ao lado das empresas do setor da construção e do imobiliário, num momento em que toda a sociedade se mobiliza para combater uma crise sem precedentes”, afirma o presidente da AICCOPN.

Para o dirigente associativo, a “principal missão da associação”, de “defesa intransigente dos interesses das empresas que representa e desenvolvimento do setor”, ganha “neste contexto uma importância acrescida”, numa altura em que “todo um país legitimamente aspira a um futuro com maior coesão social e territorial, mais desenvolvido e sustentável”.

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