BCE

Convergência da zona euro ao melhor nível de sempre

Vítor Constâncio e Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Ralph Orlowski
Vítor Constâncio e Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Ralph Orlowski

Redução de diferenças e maior estabilidade financeira permitem avançar na União Bancária, diz Vítor Constâncio.

A diferença entre taxas de crescimento de países da zona euro caiu no ano passado para um mínimo histórico desde o início da União Monetária, diz o Banco Central Europeu (BCE) no relatório anual divulgado esta segunda-feira.

Com um crescimento no conjunto dos países do euro de 2,5%, após 18 trimestres consecutivos em terreno positivo, o desvio à média ficou, no final de 2017, em 0,75, contra 1,47 no mesmo conjunto de países em 1998.

“[Os dados representam] a maior expansão numa década, e a mais abrangente num período de duas décadas. A dispersão das taxas de crescimento entre países da zona euro caiu para o nível mais baixo desde o início da União Monetária”, diz o presidente do banco central, Mario Draghi, na introdução ao relatório.

A inflação média na zona euro ficou no ano passado em 1,5% (seguia em 1,4% já em março deste ano), sem sinais de pressão para uma subida sustentada de preços. Vítor Constâncio, que fez esta tarde a apresentação do relatório junto do Parlamento Europeu -pela última vez antes de deixar o cargo no BCE -, reforçou a perceção de que a inflação vai manter-se contida para crescer “apenas gradualmente a médio prazo”.

O banco central estendeu em março o seu programa de compra de ativos até setembro, reduzindo as compras mensais de 60 para 30 mil milhões de euros. Tem-se também mostrado cauteloso quanto a uma possível subida de juros.

Tempo para garantia de depósitos e fundo único de resolução

O BCE destaca agora uma quebra no rácio de crédito malparado nos bancos da zona euro para 5,2% em setembro último, com 119 mil milhões de ativos tóxicos a sair das carteiras das instituições financeiras.

Vítor Constâncio afirmou que houve uma redução “significativa” do risco no sistema financeiro da UE, defendendo ser esta a altura ideal para desbloquear as negociações para a criação de um mecanismo comum de garantia de depósitos e completar a União Bancária.

“Creio também que as condições para um acordo para que o Mecanismo de Estabilidade Europeia seja respaldo de solvência e liquidez num Fundo Único de Resolução estão agora ao alcance. Este deve ser operacionalizado tão breve quanto possível para aumentar a credibilidade geral do quadro de resolução”, defendeu.

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