COP25

COP25: Portugal “está na linha da frente das políticas ambientais”

António Costa na COP25, em Madrid. 
REUTERS/Sergio Perez
António Costa na COP25, em Madrid. REUTERS/Sergio Perez

Em Madrid, na COP25, o primeiro-ministro António Costa lembrou que em Portugal 54% da energia já tem origem em energias renováveis.

O primeiro-ministro considerou que Portugal está na linha da frente das políticas ambientais e destacou a escolha de Lisboa para Capital Verde Europeia 2020 e a realização da conferência mundial sobre oceanos em Portugal no próximo ano.

Na COP25, na capital espanhola, o primeiro-ministro discursou ao final da manhã, antes de um almoço que será oferecido pelo chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e de participar num debate com a sociedade civil sobre “melhorar a ação conjunta”.

No seu discurso, perante 50 chefes de Estado e de Governo e representantes de organismos internacionais, o primeiro-ministro lembrou que em Portugal 54% da energia já tem origem em energias renováveis, garantindo que o impacto económico desta medida não só não prejudicou a economia nacional, como permitiu superar a média europeia. Além disso, garantiu, a aposta nas renováveis permitiu reduzir os custos da energia em 8% nos últimos quatro anos.

“Muitos temiam o impacto económico desta medida. Mas no ano passado reduzimos três vezes mais as emissões da UE e estamos a crescer acima da média europeia. Ou seja, a transição energética não prejudicou no nosso crescimento”, declarou António Costa, lembrando o encerramento das centrais a carvão em 2021 e 2023, e também as metas de chegar a 80% de energia consumida a partir de fontes renováveis já em 2030 e à neutralidade carbónica em 2050.

O primeiro-ministro sublinhou também a mais recente aposta do Governo no hidrogénio verde, numa lógica de diversificação das fontes de energia, que assumirá um papel de maior relevo na versão final do Plano de Energia e Clima 2030 a entregar a Bruxelas até ao final deste ano, como já foi garantido pela tutela do Ambiente. Uma “maior produção de hidrogénio verde” será a prioridade de Portugal, assumiu Costa. “Temos de pôr o bom clima que temos em Portugal ao serviço da produção desta nova fonte de energia”, disse o primeiro-ministro português.

Em Bilbau, no domingo à noite, em declarações aos jornalistas sobre a COP25, o primeiro-ministro defendeu que Portugal tem “uma boa história para contar” no domínio ambiental, já que “começou há dez anos a construir um investimento muito forte, o que permite ao país ter agora um nível de incorporação de energias renováveis sem comparação com outros países”.

“Para o ano, Lisboa vai ser a capital verde da Europa – e é a primeira vez que uma cidade do sul da Europa vai ser capital verde. Por outro lado, uma das grandes prioridades da política externa portuguesa para o próximo ano é organizar a conferência mundial sobre os oceanos no quadro das Nações Unidas”, disse.

Esta conferência mundial, de acordo com o primeiro-ministro, será coorganizada com o Quénia e terá lugar em Portugal sobre o tema dos oceanos.

“A questão dos oceanos é crítica para enfrentarmos as alterações climáticas”, sustentou António Costa.

Na perspetiva do primeiro-ministro, Portugal “começou a mudar e já tem resultados concretos dessa mudança”.

“Uma das provas importantes foi o leilão que fizemos de energias renováveis com base no solar em junho passado e em que conseguimos bater o recorde mundial da energia mais baixa de todo o mundo. Isso demonstra que é possível outro caminho – e é isso que vou dizer na COP25. Portugal tem provas dadas”, acrescentou.

Meia centena de líderes mundiais vão estar presentes esta segunda-feira na abertura da Cimeira sobre Alterações Climáticas, em Madrid, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e na qual Portugal estará representado pelo primeiro-ministro.

Ao todo são esperadas delegações de 196 países, assim como os mais altos representantes da União Europeia e várias instituições internacionais.

Com Lusa

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