Coreia do Norte

Coreia do Norte: Estados Unidos revêm projeto de resolução da ONU

Norte-coreanos prestam tributo a Kim Il-sung e Kim Jong-il, em Pyongyang. Fotografia:   EPA/YONHAP
Norte-coreanos prestam tributo a Kim Il-sung e Kim Jong-il, em Pyongyang. Fotografia: EPA/YONHAP

Medida prevê embargo "progressivo" sobre o petróleo destinado a Pyongyang e proibição de importação de têxteis

Os Estados Unidos divulgaram na noite de domingo aos seus 14 parceiros do Conselho de Segurança da ONU um texto revisto relativo a um oitavo pacote de sanções contra a Coreia do Norte, segundo diplomatas.

O texto, que tornar-se-á definitivo após uma votação hoje por parte dos Estados Unidos, prevê um embargo “progressivo” sobre o petróleo destinado a Pyongyang – e não total e imediato como estipulava o primeiro projeto de resolução norte-americano – e também a proibição de importação por parte dos Estados-membros das Nações Unidas de têxteis norte-coreanos.

Segundo diplomatas citados pela agência noticiosa francesa AFP, as duras negociações em curso há quatro dias sobretudo com Pequim e Moscovo, levaram os Estados Unidos a suavizar o texto original no que diz respeito nomeadamente à situação dos trabalhadores expatriados norte-coreanos e à inspeção, se necessário pela força, de navios suspeitos de transportar carga proibida pelas resoluções da ONU.

Entre outras concessões, Washington aceitou não incluir no projeto de resolução o congelamento de bens do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, devido à oposição da China e da Rússia, de acordo com diplomatas.

A pedido de Washington, o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve pronunciar-se hoje sobre o texto que contempla novas sanções contra o regime de Kim Jong-un, acusado de ameaçar a paz com os seus programas de armamento nuclear e convencional.

O pacote de sanções surge na sequência do sexto ensaio nuclear de Pyongyang que afirmou tratar-se de uma bomba de hidrogénio miniaturizada, conhecida como bomba H, apta a ser colocada num míssil balístico intercontinental (ICBM).

O teste com uma bomba de hidrogénio foi o mais potente levado a cabo pelo regime norte-coreano e suscitou a condenação da comunidade internacional, aumentando a tensão na região.

Em julho, a Coreia do Norte já tinha realizado dois disparos de ICBM.

Estas atividades nucleares e balísticas violam as resoluções das Nações Unidas, que já infligiram sete conjuntos de sanções a Pyongyang.

As negociações entre Estados Unidos e China relativas a anteriores projetos de resolução das Nações Unidas com sanções à Coreia do Norte levaram semanas ou meses. Contudo, a administração liderada por Donald Trump reivindica uma votação em seis dias.

A Coreia do Norte ameaçou no domingo os Estados Unidos com “o maior sofrimento e dor” se continuarem a insistir que as Nações Unidas endureçam as sanções contra Pyongyang.

Num comunicado reproduzido pela agência de notícias oficial norte-coreana, KCNA, o Ministério dos Negócios Estrangeiros adverte que se Washington “avançar com esta ‘resolução’ ilegal sobre um endurecimento das sanções, a Coreia do Norte assegurará que seja absolutamente certo que os Estados Unidos paguem o preço”.

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