Política

Costa convoca esquerda para garantir Governo até final do mandato

O primeiro-ministro, António Costa (D), recebe em audiência uma delegação do Partido Comunista Português (PCP), liderada por Jerónimo de Sousa (E), 8 de abril de 2020. (ANTÓNIO COTRIM/LUSA)
O primeiro-ministro, António Costa (D), recebe em audiência uma delegação do Partido Comunista Português (PCP), liderada por Jerónimo de Sousa (E), 8 de abril de 2020. (ANTÓNIO COTRIM/LUSA)

Líder do PS manda mensagem para o PCP depois de os comunistas terem votado contra Orçamento suplementar. E não afasta nova geringonça.

É com a esquerda que António Costa pretende levar até ao fim o segundo mandato como primeiro-ministro. Falando como secretário-geral do PS, o líder socialista convocou Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes para garantirem que o Governo chega até ao final de 2023. O desafio foi lançado este sábado, depois da aprovação do Orçamento suplementar e que teve voto contra dos comunistas e de Os Verdes.

“Devemos mobilizar-nos com os parceiros à esquerda para assegurarmos as condições de governabilidade para esta legislatura. Ninguém em Portugal, nenhum português poderia compreender que perante a crise que estamos a viver, a sua dimensão e as suas consequências na vida das pessoas, das empresas e das famílias alguém pudesse pôr-se com jogos políticos em vez de nos centrarmos naquilo que é essencial: responder à crise, às necessidades das pessoas e responder às necessidades do país”, afirmou o líder dos socialistas durante a comissão nacional do partido, reunida em Lisboa.

António Costa abriu mesmo a porta a uma nova geringonça, ou seja, ao acordo político que permitiu ao PS, a partir de novembro de 2015, governar em minoria mas contando com os partidos mais à esquerda para assegurar a aprovação de quatro Orçamentos do Estado consecutivos.

“Se alguns acham que temos de voltar a novembro de 2015, pois cá estaremos nós para recomeçar de novo e sempre e as vezes todas que forem necessárias para levar o país para a frente e é com essa determinação que temos de estar na vida política”, concluiu o secretário-geral do PS.

A mensagem de António Costa também surge numa altura em que o PSD se tem tentado aproximar dos socialistas. O partido liderado por Rui Rio ajudou a viabilizar o Orçamento suplementar através da abstenção e também lançou propostas para mudar o regimento da Assembleia da República, através do fim do modelo dos debates quinzenais e substituindo-os por debates setoriais.

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