economia portuguesa

Costa: Défice de 2017 será inferior a 1,3%

António Costa, primeiro-ministro. Fotografia: EPA/David Fernandez
António Costa, primeiro-ministro. Fotografia: EPA/David Fernandez

Anúncio do primeiro-ministro em sessão de cumprimentos de boas festas do Governo ao Presidente da República

O défice de 2017 será inferior a 1,3% do produto interno bruto (PIB), garantiu, esta quinta-feira, o primeiro-ministro. O anúncio foi feito na sessão de apresentação de cumprimentos de boas festas ao Presidente da República.

“Tivemos no ano passado o menor défice da nossa democracia, e este ano vamos ter um défice que hoje, já se pode dizer, sem criar arrepios ao senhor ministro das Finanças, que será inferior a 1,3%”, afirmou o primeiro-ministro.

A meta inicialmente traçada pelo Governo para 2017 começou por ser 1,6% do PIB, e foi sendo, sucessivamente, revista em baixa. 1,4% era o último valor previsto, embora, nos últimos dias, António Costa já se tivesse manifestado convicto de que o défice pudesse ser inferior.

O primeiro-ministro aproveitou a sessão de apresentação de cumprimentos de boas festas do Governo ao Presidente da República para destacar as conquistas do país em termos orçamentais. António Costa reconhece que a dívida pública “ainda é muito elevada, mas já está abaixo das melhores expectativas e não supera os 126% do PIB”, e destaca o crescimento económico do país e a criação de emprego: 240 mil postos de trabalho.

Os incêndios trágicos do verão não foram esquecidos, com o primeiro-ministro a sublinhar que “é preciso prevenir” que a situação não se volte a repetir, o que obriga a trabalhar para o médio prazo. “Toda a vida é feita de bons momentos e de maus momentos. E este ano foi também assim. Foi um ano em que tivemos importantes sucessos, mas em que vivemos traumaticamente a maior tragédia humana provocada por catástrofes naturais de que qualquer um de nós tem de nós”, frisou.

António Costa terminou, garantindo ao Presidente da República estar na presença de um Governo “ciente das suas responsabilidades e do longo caminho que ainda tem pela frente”, mas, também, “com uma enorme vontade de continuar a prosseguir este caminho com pé firme, de forma a que a caminhada se faça com segurança e, como temos conseguido até agora, superando sempre as metas mais otimistas”.

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