Turismo

Costa: “Há países que foram colocados em listas vermelhas por retaliação”

O primeiro-ministro, António Costa (D), e o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (E), participam na conferência de imprensa no final de uma reunião, em Loures. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa (D), e o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (E), participam na conferência de imprensa no final de uma reunião, em Loures. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

António Costa disse esta sexta-feira não fazer sentido existir retaliação dos países por se encontrarem em listas negras em relação aos corredores aéreos. “Há países que foram colocados em listas vermelhas por retaliação”, afirmou.

“Como havia países que os puseram em lista vermelha, retaliaram”, disse o primeiro-ministro, na conferência de imprensa após a reunião que manteve esta manhã com o autarca de Loures para avaliar a situação da pandemia na Grande Lisboa. Por agora, adiantou António Costa, as medidas adotadas para esta região não irão sofrer alterações.

“É preciso bom senso e um diálogo sério entre as instituições europeias. Têm tido uma melhor gestão na crise sanitária do que na gestão das suas fronteiras”, disse o chefe do Governo, frisando que Portugal também “pagou” o preço de ser dos países da Europa que mais testa a sua população.

“As quebras do turismo não são um exclusivo nacional”

“Nem todos os países testam e têm o mesmo nível de transparência”, frisou. “As nossas qualidades mantêm-se. Mudou a disponibilidade para viajar”

Sobre a falta de turistas em Portugal, agravadas pelo facto do país constar de listas negras – como a do Reino Unido – o primeiro-ministro disse que “as quebras do turismo não são um exclusivo nacional”, e que a única forma de ajudar o setor não é a atrair, neste momento de pandemia, pessoas de outros pontos do mundo para fazerem férias no território nacional

“Temos de manter medidas de apoio extraordinário. E também adotar outras medidas, como incrementar o esforço de formação profissional, de forma a evitar a destruição dos postos de trabalho”, afirmou.

“Portugal foi nos últimos três anos considerado o melhor destino turístico do mundo; as nossas qualidades mantêm-se. O que mudou foi a disponibilidade das pessoas para viajar,. Quando voltar essa disponibilidade Portugal vai voltar a ser um dos melhores, senão o melhor destino turístico do mundo”, disse ainda o chefe do Governo.

“Não podemos é destruir os recursos humanos [ligados ao turismo] para que quando os turistas regressarem estejamos de braços abertos para os receber como estivemos sempre”, acrescentou.

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