Habitação

Costa: “matar o Turismo” não é solução para a habitação

Fotografia: José Coelho/LUSA
Fotografia: José Coelho/LUSA

António Costa diz que "não se pode expulsar as classes médias" dos centros de Lisboa e Porto

O secretário-geral do PS afirmou hoje que a solução para a habitação “não é matar o Turismo”, mas tornar Lisboa e Porto “cidades da diversidade”, salientado que “não se pode expulsar as classes médias” daqueles centros urbanos.

No Porto, na apresentação da candidatura de Manuel Pizarro à Câmara Municipal do Porto como cabeça de lista pelo PS, António Costa apontou mesmo a habitação como “uma das políticas centrais” da legislatura, lamentando que o país tenha abandonado no final dos anos 90 o “esforço” das políticas públicas naquela área.

“Deixem-me ser muito claro sobre isso. A solução não está em matar o Turismo, porque o Turismo é uma componente fundamental das cidades, o que isso tem transformado Lisboa, o que isso tem transformado o Porto”, disse, num discurso muito pautado pelo clima autárquico da cidade do Porto, com elogios à lealdade de Manuel Pizarro enquanto vereador ao presidente da autarquia portuense, Rui Moreira, com quem chegou a ser equacionado concorrer nas eleições de 01 de outubro.

Para o líder socialista, “a solução está em ter uma cidade da diversidade, uma cidade para todos, onde todos caibam, onde caibam aqueles que aqui procuram refúgio porque fogem da guerra da Síria, que vem para cá estudar (…), que caibam cá aqueles estrangeiros que cá querem viver porque aqui encontraram o amor para poderem construir a sua vida”.

António Costa explanou que “não basta ter um bom aeroporto, ter boa gastronomia, bons bares, ter as Galerias de Paris, estar na onda, para que os turistas venham visitar as cidades”, porque, salientou, “o turismo de cidade vem à procura de experiência nova, daquilo que é diferente e aquilo que dá diferença são as pessoas que lá vivem”.

Por isso, Costa deixou um aviso: “Se queremos cidades vivas e coesas não podemos expulsar as classes médias das cidades, se queremos cidades com vida, temos que ter as novas gerações e os jovens a viver nos centros das cidades”, alertou.

“Aqui têm direito a viver aqueles que querem visitar-nos como turistas, mas aqui têm que ter direito também a viver os que simplesmente são portuenses e que querem continuar a ser portuenses”, afirmou.

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