Coronavírus

Costa: “Não podemos voltar a repetir o confinamento”

O primeiro-ministro, António Costa, discursa durante a apresentação do Simplex’20-21. RODRIGO ANTUNES/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa, discursa durante a apresentação do Simplex’20-21. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Primeiro-ministro diz que o inverno tem de ser preparado já, com medidas de aprofundamento da transição digital

A pandemia de covid-19 criou enormes desafios, obrigando a sociedade portuguesa a reinventar-se numa semana ou duas, trabalhando e aprendendo à distância, mas permitiu que se ganhassem “décadas seguramente” na transição para a sociedade digital, defende o primeiro-ministro, para quem, esta energia não pode ser desperdiçada. Há que “acelerar e elevar a ambição”, em contrarrelógio. “Não podemos voltar a repetir o confinamento que tivemos que impor durante o estado de emergência e nas semanas seguintes”, diz António Costa.

O primeiro-ministro, que falava no encerramento da sessão de apresentação do novo Simplex’20-21, que inclui novas medidas de simplificação da relação dos cidadãos com a Segurança Social, com as Finanças e com outros serviços da Administração Pública, admite que a covid-19 criou não só a necessidade, mas também a “oportunidade histórica” para fazer esta mudança. A proximidade do outono e do inverno, e de uma eventual segunda vaga da pandemia, obriga a que o país se prepare antecipadamente. “À cautela, devemos desejar o melhor, mas devemos preparar-nos para o pior”, diz, admitindo que “o tempo é curtíssimo” e é preciso “arregaçar as mangas e fazer o máximo possível para assegurar a continuidade do funcionamento da sociedade, das escolas, das empresas e dos serviços da Administração Pública mesmo numa condição tão ou mais adversa do que aquela que vivemos em março”.

Mas para o primeiro-ministro, os últimos meses serviram, também, para tornar “mais visível, como há muito não era, a importância vital” do Estado e para “alargar o consenso social em torno da sua imprescindibilidade”. E o Simplex – programa criado em 2006, pelo governo de José Sócrates, que tinha António Costa como ministro de Estado e da Administração Interna, mas interrompido pelo executivo de Passos Coelho – é, garante, “condição essencial para a proteção e valorização do Estado ao serviço da cidadania e do desenvolvimento”.

“Talvez alguns tenham tido a ideia de que deixando degradar o Estado isso valorizava o mercado. Ora ninguém melhor do que quem está no mercado, a trabalhar ou a investir nas suas empresas, sabe que só há mercados eficientes e de qualidade com um Estado eficiente e de qualidade”, defendeu.

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