António Costa

“O país não tem licenciados a mais”, defende António Costa

Fotografia: Hugo Delgado / Lusa
Fotografia: Hugo Delgado / Lusa

Para o primeiro-ministro, António Costa, Portugal não tem licenciados a mais, mas sim falta de emprego qualificado

Durante um tempo “felizmente curto” existiu a ilusão de que Portugal tem licenciados a mais. Mas o que na verdade existe é a “falta de emprego qualificado”, disse o primeiro-ministro português, esta sexta-feira. Foi na inauguração do Complexo Desportivo do Instituto Superior da Maia (ISMAI) q

Na verdade, acrescenta o chefe de Estado “nós não temos licenciados a mais, nós não temos mestrados a mais, nós não temos doutorados a mais, o que nós temos ainda a menos é o necessário emprego qualificado que seja capaz de absorver toda a qualidade dos recursos humanos que o país tem formado”.

O primeiro-ministro deu também ênfase à importância que o investimento na qualificação tem para o futuro do desenvolvimento do país. Segundo António Costa, é preciso continuar a formar novas gerações cada vez mais qualificadas de forma a responderem a uma sociedade e um mundo cada vez mais competitivos. O esforço da qualificação é, segundo o primeiro-ministro, um esforço que tem que começar mais cedo (desde o ensino pré-escolar até ao superior).

António Costa acrescentou ainda que a única certeza que “podemos ter é a de que aquilo que sabemos hoje não será suficiente para aquilo que teremos de saber amanhã”, sublinhando ainda a importância de continuar a formar e a qualificar as novas gerações.

O chefe do governo partilhou ainda que, sempre que pergunta a um empresário porque é que decidiu investir em Portugal, a resposta é sempre a mesma: por causa da “qualidade e excelência” da mão-de-obra portuguesa. É este, afinal, “o nosso grande fator diferenciador” para as empresas estrangeiras escolherem “sistematicamente o nosso país para se instalarem”, sublinhou.

 

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