Eleições legislativas 2019

Costa: “O PS ganhou as eleições e reforçou a sua posição política”

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"Os portugueses gostaram da geringonça e desejam a continuidade desta solução, agora com um PS mais forte", entende o líder socialista.

O último discurso da noite foi o da vitória. Costa começou por saudar os portugueses, todos os que votaram e aqueles “a quem a consciência foi de que não deviam exercer o seu direito de voto”. Cumprimentou todos os partidos que se apresentaram a eleições pelo debate democrático e o enriquecimento da democracia, mas especialmente a quem votou PS, a quem “demonstrou confiança no PS para governar Portugal nos próximos quatro anos”.

“Assumimos esse encargo com determinação, alegria e sentido de responsabilidade. Temos de cumprir com responsabilidade compromissos”, diz o líder socialista, que lê quatro indicadores nestes resultados eleitorais.

Em primeiro lugar, “o PS ganhou as eleições e reforçou a sua posição política em votos e mandatos”, sublinhou, especificando ser “o único partido que elege em todos os círculos do território nacional”. Segundo: “Somos um grande partido nacional”, disse, comentando por oposição que “PSD e CDS tiveram a maior derrota política”, que se explica por “não terem apresentado alternativa credível mas também são uma rejeição dos portugueses de campanhas assentes em casos e ataques pessoais”.

Em terceiro lugar, disse Costa, “os partidos que apoiaram a atual solução política, consolidaram a sua posição eleitoral”, focando por último o “reforço relevante do PAN”. Destes indicadores, o líder socialista tira duas conclusões políticas: “Os portugueses desejam um novo governo do PS reforçado para governar com estabilidade na próxima legislatura. E os portugueses gostaram da geringonça e desejam a continuidade desta solução, agora com um PS mais forte.”

No seu discurso, um dos últimos da noite eleitoral, António Costa piscava assim o olho a nova geringonça, garantindo-se disposto a negociar com todos os partidos parlamentares… à sua esquerda. Por esta altura, quando o discurso ia a meio, soube-se que Livre e Chega conseguiam eleger um deputado cada um. “Não contamos com o Chega para nada”, assegurou Costa, enquanto, por outro lado, se garantiu “disponível para falar com o Livre”.

De resto, o discurso de António Costa voltou-se para o empenho na manutenção da “estabilidade política”, fator “essencial à credibilidade internacional e para garantir mais investimento”. E assegurou que o PS vai empenhar-se na “construção de soluções de estabilidade, procurando junto dos parceiros parlamentares renovar a solução política que os portugueses querem continuar”.

Prometeu ainda repetir “os contactos que já estabelecemos com o PAN”: “O nosso objetivo é garantir tudo o que alcançámos e decidir com os portugueses fazer ainda mais e melhor.”

Quanto a prioridades para a legislatura, destacou as alterações climáticas, a capacidade de melhorar a vida das jovens famílias, nomeadamente no que respeita à habitação e ao emprego, o investimento em formação, inovação e investigação, a sociedade digital, o combate à desigualdade e a erradicação da pobreza, o reforço do SNS, o combate à corrupção e a luta contra a violência doméstica e de género. Tudo isto a par da defesa de uma Europa mais forte, coesa e solidária, com Portugal a garantir contas certas e redução da dívida abaixo dos 100%.

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