Costa para Passos: "Nunca me ouvirá dizer mal do Governo anterior" na Europa

Primeiro-ministro lamentou comportamento da direção do PSD na questão das sanções

O debate do Estado da Nação passou para a troca de palavras entre António Costa e Pedro Passos Coelho. O primeiro-ministro lamentou a atitude da liderança do PSD em relação às sanções e garante que não tem duas caras, seja na Europa ou em Portugal.

"Os últimos dias foram tristes. Correspondendo ao apelo do Presidente da República, tinha-se formado consenso sobre um ponto fundamental: Portugal não merece a aplicação das sanções da Comissão Europeia. É absolutamente lamentável que a direção do PSD não tenha resistido à tentação da mesquinhez partidária e que tenha usado a execução orçamental de 2016 para encobrir a execução de 2015", criticou o líder do PS.

António Costa falou sobre as declarações de Maria Luís Albuquerque, que disse que se ainda fosse ministra das Finanças não se colocaria a questão das sanções.

Sobre a posição do país perante o Conselho Europeu, o chefe de Governo deu uma garantia. "O 21.º Governo é um Governo onde Portugal bater-se-á em todas as instâncias pelo interesse nacional sem qualquer distinção do passado que cumpre defender. Esse é o passado da nossa pátria e que nos cabe defender".

Costa lembrou ainda as declarações de Pedro Passos Coelho sobre eventuais cortes nas pensões a pagamento ou dos funcionários públicos. "A mim nunca me ouvirá ir para um conselho dizer mal do Governo anterior e também não vai ouvir prometer que vai haver corte nas pensões ou nos funcionários públicos. Digo o mesmo cá e o mesmo lá. Este é um Governo que não esconde nem disfarça os problemas do país".

O debate decorre no mesmo dia em que a Comissão Europeia iniciou um processo por défice excessivo a Portugal relativo à execução orçamental de 2015. Portugal terminou com um défice de 3,1%, sem os efeitos da recapitalização do Banif. Uma décima acima do limite permitido por Bruxelas.

Na agenda estará também a situação económica do país e a recapitalização ;da Caixa Geral de Depósitos, que está a ser alvo de uma comissão parlamentar de inquérito - a polémica está instalada entre os deputados, com o PSD a convocar uma conferência de Líderes extraordinária, provavelmente depois do Plenário, sobre o agendamento das audições de Centeno, Carlos Costa e José de Matos.

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