Plano de Recuperação

Costa pede consenso político e social “muito alargado” para plano da década

Fotografia: Rui Manuel Farinha/Lusa
Fotografia: Rui Manuel Farinha/Lusa

Primeiro-ministro ouve partidos nos dias 22 e 23 de setembro. Primeira versão do plano de recuperação é apresentado no dia 14 de outubro.

O primeiro-ministro alertou esta terça-feira para a necessidade de um consenso alargado sobre o plano de recuperação e a visão estratégica para a próxima década, correndo-se o risco de perder tempo e dinheiro.

“Temos uma visão ampla, alargada, arejada, culta, informada para os próximos dez anos”, começou por afirmar António Costa no encerramento da sessão de apresentação da versão final do chamado plano Costa Silva, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

“Temos o desafio de transformar essa visão em instrumentos de política concreta e isso é verificar que recursos temos, priorizar a utilização desses recursos e ir encaixando cada oportunidade que temos para dar o passo seguinte na execução desta visão”, acrescentou.

E para isso, o chefe do Governo chama todos os partidos para a discussão. “Só teremos sucesso nesta visão se efetivamente ela começar por ser ancorada desde a partida num consenso muito alargado do ponto de vista político e do ponto de vista social”, alertando para o risco de “desperdiçar o tempo que não temos para executar a tempo e horas os recursos que nunca mais teremos e por isso é fundamental o trabalho que agora se segue”, frisou.

O primeiro-ministro lembrou que o plano de recuperação ainda em fase de elaboração vai abranger três governos. “Este exercício desenvolve-se ao longo de três legislaturas: em três anos desta legislatura, quatro da próxima e ainda três anos de uma terceira legislatura”, apontou.

Evitar maus investimentos
O primeiro-ministro salientou ainda a necessidade de uma avaliação criteriosa dos investimentos e projetos a apoiar nos próximos anos, apontando que no passado foram feitas más escolhas.

“Um dos grandes riscos é perder-se a continuidade desta visão e se para cada projeto consumirmos os 50 anos que já consumimos a debater o novo aeroporto de Lisboa nós seguramente não utilizaremos um único destes cêntimos”, alertou António Costa.

“Se não fizermos o debate e o escrutínio público permanente relativamente a estas medidas seguramente faremos maus investimentos como no passado foram feitos e, porventura, no presente são feitos”, frisou.

O primeiro-ministro lembrou que em causa estão cerca de 57,9 mil milhões de euros, “em média mais de 6 mil milhões de euros por ano”, sublinhou, apontando a “enorme responsabilidade destes recursos. Não nos permite que desperdicemos um único cêntimo e as gerações futuras não nos perdoariam”, alertou.

Notícia atualizada às 13h20 c0m mais informação

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