OE2019

Costa sobre IVA das touradas: “Se fosse deputado votaria contra”

António Costa, primeiro-ministro, apresenta hoje a reprogramação do Portugal 2020. Fotografia:  Fotografia: André Kosters/Lusa
António Costa, primeiro-ministro, apresenta hoje a reprogramação do Portugal 2020. Fotografia: Fotografia: André Kosters/Lusa

O primeiro-ministro manifestou-se esta quinta-feira "surpreendido" com a proposta do PS para reduzir o IVA da tauromaquia de 13 para 6%.

O primeiro-ministro manifestou-se esta quinta-feira”surpreendido” com a proposta do PS de alteração ao Orçamento do Estado para 2019 para reduzir o IVA da tauromaquia de 13 para 6% e frisou que se fosse deputado votaria contra.

António Costa falava aos jornalistas antes de presidir à cerimónia de entrega do Prémio Bartolomeu de Gusmão, para distinguir inovação científica, em Lisboa, depois de confrontado com a proposta apresentada pela bancada do PS sobre o IVA da tauromaquia, questão que também o levou a colocar em dúvida a possibilidade de os deputados socialistas terem liberdade de voto em matérias orçamentais.

“Estou muito surpreendido com esta iniciativa do Grupo Parlamentar do PS. Obviamente que se fosse deputado do PS votaria contra e tenho a esperança que a proposta apresentada pelo Governo na Assembleia da República” de manutenção do IVA da tauromaquia nos 13% seja aprovada, aplicando-se a redução do IVA para 6% aos espetáculos de teatro, dança e música”, reagiu o primeiro-ministro.

António Costa fez também questão de frisar que não está em causa qualquer proibição das touradas e que, enquanto primeiro-ministro, não se sente desautorizado pelo próprio PS.

“Se o Grupo Parlamentar do PS apresentasse uma moção de censura ao Governo, então sentir-me-ia necessariamente desautorizado. Mas, tenho a certeza de que mesmo os deputados [socialistas] que subscrevem essa proposta são apoiantes incondicionais do Governo, a começar pelo líder parlamentar [Carlos César]”, declarou o primeiro-ministro.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho (D), e o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita (E). Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Salário mínimo de 635 euros? Dos 617 dos patrões aos 690 euros da CGTP

concertação

Governo sobe, sem acordo, salário mínimo até 635 euros em 2020

concertação

Governo sobe, sem acordo, salário mínimo até 635 euros em 2020

Outros conteúdos GMG
Costa sobre IVA das touradas: “Se fosse deputado votaria contra”