Costa teme nova injeção de capital do Estado no Novo Banco

António Costa, secretário-geral do PS
António Costa, secretário-geral do PS

O secretário-geral do PS admitiu hoje que o Estado poderá ser forçado a injetar mais dinheiro para reforçar o capital do Novo Banco e defendeu que o programa socialista tem "folga" para acomodar o aumento do défice.

Estas posições foram assumidas por António Costa em declarações aos jornalistas, depois de visitar a fábrica da Maçarico na Praia de Mira, distrito de Coimbra.

“Sabe-se que o Novo Banco vai ser sujeito a testes [de stress pelo Banco Central Europeu] em novembro e desses testes vai resultar ou não, designadamente, a necessidade de reforço do capital. O primeiro-ministro tem de dizer aos portugueses se há ou não o risco de o Estado ter de vir a reforçar o capital do Novo Banco, tendo em conta os resultados desse teste”, declarou o líder socialista.

António Costa referiu que “uma das razões por que não houve a venda do Novo Banco relacionou-se com dúvidas dos compradores sobre os resultados” dessa futura avaliação para apurar a eventual necessidade de um aumento de capital da instituição bancária.

Interrogado sobre as consequências do aumento do défice de 2014 para o cumprimento do programa eleitoral do PS, o secretário-geral do PS defendeu a tese de que esse documento foi elaborado “de forma prudente, responsável e conservadora” em termos de cenários económico-financeiros.

“Ao contrário do Governo, o PS nunca embarcou na ideia de que o défice deste ano, por efeito milagroso, atingiria os 2,7 por cento, nem nunca apontou para a trajetória de redução da dívida desenhada pelo executivo. O PS não necessita de rever nada, porque [o seu programa] foi feito com a folga que permite encaixar aquilo que já sabemos. Mas temos de saber se ainda há mais coisas para saber”, acrescentou.

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