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Costa traça linhas de ação para relançar exportações

Reunião decorre em São Bento com o Conselho Estratégico de Internacionalização da Economia

O primeiro-ministro vai presidir hoje, em São Bento, à reunião do Conselho Estratégico de Internacionalização da Economia, que se destina a analisar linhas de ação para impulsionar as exportações e a captação de investimento externo.

A reunião do Conselho Estratégico de Internacional da Economia, prevista para as 10:00, surge na sequência de reuniões que António Costa já manteve em junho passado também com idênticos objetivos.

No mês passado o primeiro-ministro recebeu em São Bento representantes das 20 principais empresas exportadoras nacionais e, depois, reuniu-se com as entidades representativas dos principais setores exportadores do país.

Pela parte do Governo, além de António Costa, estarão na reunião do Conselho Estratégico de Internacionalização da Economia os ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, do Trabalho, Vieira da Silva, da Economia, Manuel Caldeira Cabral, da Agricultura, Capoulas Santos, e do Mar, Ana Paula Vitorino.

O secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, vai representar o ministro das Infraestruturas, Pedro Marques.

As entidades representadas neste conselho são as confederações da Indústria Portuguesa (CIP), da Agricultura de Portugal (CAP), do Turismo e do Comércio, a Associação Industrial Portuguesa (AIP), a Associação Empresarial Portuguesa (AEP), a Câmara do Comércio de Indústria Portuguesa, a Confagri e a Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário.

Nesta reunião, tal como aconteceu nas anteriores, segundo fonte do executivo, as principais prioridades de António Costa passam pela “definição de uma linha de ação para a promoção externa da economia portuguesa, pela análise e adoção de medidas para agilizar e incentivar as exportações, e pela captação de investimento externo”.

Uma das principais preocupações do executivo tem estado relacionada com a quebra económica registada fora da Europa, destino das exportações nacionais, casos de Angola e China, estando em curso um esforço ao nível político e económico-diplomático no sentido de encontrar mercados alternativos em países como Cuba ou o Irão.

No que respeita a medidas para estimular o crescimento económico, o Governo está a colocar em marcha um programa de apoio à modernização do setor secundário, o “Indústria 4.0”, e um pacote de medidas para concessão de incentivos à inovação tecnológica (sobretudo de startup’s).

Além destas medidas com impacto direto no tecido empresarial, o Governo retomou o “Simplex” para desburocratizar a administração pública e agilizar assim os investimentos empresariais.

Ao nível da internacionalização, o executivo diz que tem apostado na expansão das fileiras agroalimentar e agroflorestal, bem como das indústrias culturais e criativas, e das startup’s, mas igualmente no reforço de meios diversos dirigidos às instituições de Ensino Superior.

Já no que respeita à captação de investimento externo, o primeiro-ministro deu nas últimas semanas destaque a um projeto para fabrico de novos pneus da Continental/Mabor, no valor de 50 milhões de euros, em Famalicão, e a uma parceria entre as OGMA (Oficinas Gerais de Material Aeronáutico) e a Embraer, em Alverca, no âmbito do ‘cluster’ aeronáutico, para o fabrico do avião de transporte militar, KC390.

 

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