Consumo

Covid-19 empurra 10,9% compras no super. Gastou-se 4,6 mil milhões até junho

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No semestre as marcas de distribuição ganharam peso, tendo crescido 14,4% até junho, enquanto as marcas de fabricante subiram 9%.

A pandemia do covid-19 fez disparar em 10,9% as compras dos portugueses no supermercado no primeiro semestre. Até junho foram gastos 4,6 mil milhões de euros em bens de consumo no retalho alimentar, uma subida face aos 4,2 mil milhões despendidos nos primeiros seis meses do ano passado, segundo os dados da Nielsen. As marcas de distribuição ganharam peso, tendo crescido 14,4% no semestre, enquanto as marcas de fabricante subiram 9%.

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No semestre, a categoria de alimentação cresceu 12,8%, com maior destaque para as marcas de distribuição, que aumentam 15,9%, enquanto as marcas de fabricante crescem 10,6%, revela o Nielsen Scantrends.

Nas semanas 21 a 24, que corresponde ao período entre 18 de maio a 14 de junho, esta categoria subiu 7,1%, com um crescimento semelhante entre as marcas da distribuição (+7,7%) e as marcas de fabricante (+6,6%).

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Já a de bebidas, na quadrissemana “em que o clima foi bastante favorável e o calendário incluiu dois feriados nacionais”, a categoria “apresentou um dinamismo acima da média (+13,5%)”, refere a Nielsen. Aqui destacam-se largamente as marcas de fabricante, que crescem 15,8% contra 4% das da distribuição.

No acumulado do ano o crescimento entre marcas de fabricante (+6,5%) e da distribuição (+5,1%) foi praticamente semelhante, tendo a categoria aumentado 6,2%.

“Higiene do Lar foi a categoria mais dinâmica tanto da quadrissemana como do semestre. Nesta quadrissemana, as marcas de fabricante destacaram-se (+17,9%), mas as marcas da distribuição também estavam dinâmicas (+11,1%), totalizando um aumento de 15,7% sobre um período homólogo já muito positivo”, refere a empresa de estudos de mercado.

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Nos primeiros seis meses a subida foi de 17,3% (sobre um período homólogo de 6,6%), “com boa performance” tanto nas marcas da distribuição como nas de fabricante.

Em contrapartida, a de higiene pessoal continua a apresentar descidas. “O decréscimo de 7,6% nesta quadrissemana foi justificado por decréscimos tanto nas marcas da distribuição (-10,2%) como nas marcas de fabricante (-6,6%), embora sobre períodos homólogos muito positivos”, ressalva a Nielsen.

No primeiro semestre a categoria subiu 2,3%, impulsionada pelas marcas da distribuição (+8,3%) com as de fabricante a manterem-se estáveis.

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