Coronavírus

Covid-19. Sindicatos europeus reclamam adoção urgente de programa ‘Sure’

Regresso trabalho
Pixabay.

CES apela aos Estados-membros que assinem o programa tão rapidamente quanto possível, de modo a que o mesmo esteja operacional em 1 de junho.

A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) exortou hoje os Estados-membros da União Europeia a adotarem sem mais demoras o Programa ‘Sure’, o novo instrumento temporário criado para salvaguardar postos de trabalho no quadro da crise da covid-19.

Em comunicado, a CES alerta que o novo instrumento, proposto pela Comissão Europeia e já aprovado pelos ministros das Finanças, como uma das três “redes de segurança” de um pacote de resposta de emergência à crise, “chegará tarde demais para fazer a diferença se não for assinado esta semana”, numa reunião ao nível de embaixadores dos 27 junto da UE, agendada para quarta-feira.

“Antes desta reunião, a CES apela aos Estados-membros que ultrapassem as divisões e assinem o programa tão rapidamente quanto possível, de modo a que o mesmo esteja operacional em 01 de junho, tal como prometido pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel”, lê-se no comunicado dos sindicatos europeus.

Para ilustrar a urgência na adoção deste programa, através do qual será prestada assistência aos Estados-membros sob a forma de empréstimos concedidos em condições favoráveis, num montante global até 100 mil milhões de euros, a CES recorre a um inquérito publicado na véspera pela Eurofund, de acordo com o qual 28% dos trabalhadores europeus perderam o seu emprego, temporária ou permanentemente, devido à crise provocada pela covid-19.

“Os trabalhadores e as empresas não podem esperar mais. A Europa precisa de parar de falar do ‘Sure’ e pô-lo em ação. De outro modo, receamos que o programa chegue demasiado tarde para realmente salvar postos de trabalho, tornando a recuperação desta crise ainda mais difícil”, comentou o secretário-geral da CES, Luca Visentini.

No mais recente Conselho Europeu, celebrado em 23 de abril por videoconferência, os chefes de Estado e de Governo já aprovaram o pacote de emergência acordado pelo Eurogrupo, constituído por três “redes de segurança”: a linha de crédito do Mecanismo Europeu de Estabilidade, através da qual os Estados-membros podem requerer até 2% do respetivo PIB para despesas direta ou indiretamente relacionadas com cuidados de saúde, tratamentos e prevenção da covid-19, um fundo de garantia pan-europeu do Banco Europeu de Investimento para empresas em dificuldades, e o programa ‘Sure’ para salvaguardar postos de trabalho através de esquemas de desemprego temporário.

O objetivo é que todos estes instrumentos estejam operacionais em 01 de junho.

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