CPLP: Portugal propõe grupo de trabalho para combate à pobreza energética

MInistros da Energia da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão reunidos na Foz do Iguaçu, no Brasil

Portugal propôs a criação de um grupo de trabalho para troca de experiências sobre medidas que visem combater a pobreza energética, no âmbito da reunião de ministros da Energia da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que está a decorrer em Foz do Iguaçu, no Brasil, com a presença do secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.

A eletricidade permanece ainda inacessível a cerca de 20% da população mundial e, só nos países da CPLP, mais de 34 milhões de cidadãos não têm acesso à eletricidade.

Jorge Seguro Sanches pediu para que a proposta de criação do grupo de trabalho fosse integrada na declaração conjunta que foi assinada pelos representantes governamentais da área da energia de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Brasil.

De acordo com uma nota da secretaria de Estado da Energia, "a experiência nacional, resultante da implementação da tarifa social de eletricidade e gás natural, foi apontada como um exemplo de sucesso na promoção do acesso à energia por parte das famílias economicamente vulneráveis".

A mesma fonte adianta que "com a aprovação pelo governo português do automatismo de acesso à tarifa social, o número de beneficiários disparou de 80 mil famílias, no início do mandato deste governo, para as atuais cerca de 800 mil, num universo de 10 milhões de habitantes. Estes consumidores têm acesso a descontos de 33,8%, nas tarifas de eletricidade, e 31,2%, no gás natural".

Portugal partilhou também, no encontro da CPLP, a sua aposta nas energias renováveis, com o incentivo à construção de centrais fotovoltaicas sem tarifas subsidiadas, como um exemplo de combate às alterações climáticas.

 

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