crédito à habitação

Crédito à habitação subiu 40% em 2017

Fotografia: Global Imagens
Fotografia: Global Imagens

Pela primeira vez, o número de contratos celebrados para crédito ao consumo ultrapassou o valor registado em 2010, último ano antes da crise.

Há três anos consecutivo que é assim. Os portugueses continuam a pedir mais crédito à banca para compra de habitação. De acordo com o Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho, do Banco de Portugal, no ano passado, foram concedidos 7,7 mil milhões de euros de crédito à habitação o que representa um crescimento de 40% face ao ano anterior.

O banco central sublinha, contudo, que apesar do “crescimento significativo no número de contratos celebrados e no montante de crédito concedido”, a amplitude é inferior ao observado em anos anteriores.

Em 2017, foram celebrados 77.506 novos contratos e concedidos 7,7 mil milhões de euros para este segmento do crédito. O Banco de Portugal regista, no entanto, que o valor global da carteira de crédito à habitação no final do ano passado diminuiu para 87,7 mil milhões de euros, devido aos reembolsos antecipados e vencimentos. Foram realizados 72.463 reembolsos antecipados, no valor de 3,9 mil milhões de euros, uma subida de 35%.

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Infografia: Banco de Portugal

Também a subir o montante médio de crédito concedido, ou seja, as famílias estão, individualmente, a pedir mais dinheiro para comprar casa. No ano passado o montante médio foi de 99.670 euros, mais 5.500 euros do que em 2016. O prazo médio dos contratos à habitação também subiu, seis meses, para 33,3 anos.

Crédito automóvel volta a acelerar

O crédito para compra de carro voltou a subir em 2017, face ao ano anterior. De acordo com o Banco de Portugal, aumentou 20,4%, tal como também aumentaram os prazos médios de contratação, mais cinco meses, para 6,7 anos, do que em 2016.

No global, em 2017, o número de contratos celebrados para crédito ao consumo ultrapassou, pela primeira vez, o valor registado em 2010, ano que antecedeu a contração do mercado deste segmento de crédito. O aumento foi de 12% face a 2016, ainda assim, nota o banco central, inferior aos crescimentos verificados em 2016 e 2015.

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Infografia: Banco de Portugal

Em termos nominais, foram concedidos 7,6 mil milhões de euros de crédito ao consumo. A taxa anual efetiva (TAEG) média do último trimestre foi de 10,7%, registando uma quebra de seis décimas face ao mesmo período de 2016.

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