Endividamento

Crédito com prazo mais curto preocupa a Reorganiza

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Famílias em situação de sobre-endividamento precisam de mais tempo para pagar de modo a reduzir encargos.

A Reorganiza, empresa especializada em intermediação de crédito, considera que a redução, em três anos, do prazo máximo nos novos créditos ao consumo, que passam a ter uma vigência limite de sete anos, é bom para os bancos, porque lhes reduz risco, mas não é bom para os clientes finais. Sobretudo, para os agregados familiares em dificuldades, que precisam de reestruturar créditos, alargando o prazo de pagamento. “Parece-nos que seria mais interessante aplicar critérios mais restritivos ao nível das taxas de esforço”, diz João Morais Barbosa, cofundador da empresa.

“Para quem precisa mesmo de reduzir os seus encargos, a extensão do prazo de pagamento é essencial”, explica João Morais Barbosa, que vaticina “tempos muito complicados” para as famílias.

Criada em 2014, a Reorganiza nasceu para ajudar as famílias a reduzirem os encargos com créditos, mas também com o foco no aconselhamento financeiro especializado. Mais tarde, diversificou a atuação para o crédito à habitação, para a intermediação de seguros e para a renegociação de contratos de eletricidade, gás ou telecomunicações.

“Procuramos ajudar as pessoas a descomplicar as finanças pessoais, de modo a que possam tirar melhor partido do seu dinheiro”, refere. Só em 2018 e 2019, a empresa ajudou cerca de 1500 famílias a poupar com crédito e com seguros, garante. Cada caso é um caso, mas as consolidações de crédito chegam a permitir cortar para metade as prestações mensais. Já nos seguros, a poupança anual pode chegar aos 60%. O foco principal da Reorganiza tem sido o Seguro de Vida associado ao crédito habitação.

Mas João Morais Barbosa admite que começam a chegar, cada vez mais, à empresa pedidos de intermediação de crédito já com incumprimentos relatados. “O aumento das rendas está a causar impactos muito grandes no rendimento das famílias.”

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