Economia

Crédito y Caución prevê desaceleração do PIB mundial para 2,5% em 2019

Foto: REUTERS/Rafael Marchante
Foto: REUTERS/Rafael Marchante Pessoas, Rossio, Lisboa, Portugal

Abrandamento é resultado do abrandamento das trocas comerciais, provocado pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

A seguradora Crédito y Caución previu hoje uma “notável desaceleração” do Produto Interno Bruto (PIB) mundial para 2,5% em 2019, menos sete décimas do que em 2018, devido principalmente ao abrandamento do comércio global.

Num comunicado, a seguradora de crédito afirma que “o crescimento económico mundial desacelera e fragiliza-se cada vez mais” em resultado do abrandamento das trocas comerciais, provocado pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

“O comércio mundial está a abrandar e a incerteza reduz o investimento empresarial”, adianta a seguradora, adiantando que “a estabilidade do consumo das famílias na América do Norte e na Europa, que se mantém graças aos mercados de trabalho historicamente fortes, será a chave do crescimento em 2020”.

A economia da zona euro está “a abrandar mais do que o esperado”, considera a seguradora, indicando que em 2019 e 2020, o crescimento previsto para a região ficará limitado a 1,1%, menos oito décimas que em 2018.

A debilidade económica da Alemanha, cujo setor da indústria transformadora está a ser especialmente afetado pela debilidade da procura externa, e a profunda crise institucional em que a Itália está mergulhada, são as principais preocupações da região, defende a Crédito y Caución.

A seguradora refere que em França o consumo privado continua a dar notícias relativamente positivas, num contexto europeu cada vez mais sombrio, e em Espanha as famílias estão a aumentar as suas economias preventivas, pelo que o crescimento dos rendimentos não se traduzirá totalmente num aumento do consumo.

Em relação aos Estados Unidos, a seguradora refere que atravessam o período de recuperação mais longo da sua história, recordando que em 2018, o aumento da despesa pública e a redução de impostos impulsionaram as taxas de crescimento para máximos históricos.

“Quando o efeito dos estímulos desaparecerem, as perspetivas de crescimento ficam totalmente nos ombros dos consumidores”, defende a seguradora, adiantando que no entanto, as perspetivas para o consumo privado são menos favoráveis do que nos últimos dois anos.

O desemprego nos Estados Unidos está no seu nível mais baixo em 50 anos, mas a criação de emprego está a começar a abrandar, indica a seguradora, acrescentando que neste contexto prevê que o crescimento do PIB dos Estados Unidos perderá sete décimas em 2019, para 2,2%.

“A desaceleração esperada para 2020 será mais significativa: ficará limitado a 1,6%”, diz ainda.

Sobre a economia do Reino Unido, que tem sido especialmente resistente à incerteza que rodeia a sua saída da União Europeia, a seguradora defende que debilitar-se-á em 2019 e 2020.

A Europa de Leste também enfrentará uma desaceleração notável de 12 décimas provocada, em grande medida, pela recessão da Turquia e pelo abrandamento da Rússia, que enfrenta importantes sanções internacionais.

Em relação à América do Sul, o crescimento previsto do PIB perderá oito décimas para 0,5% devido ao abrandamento das exportações, diz a Crédito y Caución, indicando que o Chile, a Colômbia e o Peru estão especialmente vulneráveis à evolução da guerra comercial.

Na Ásia emergente, a seguradora de crédito espera que o crescimento do PIB abrande sete décimas para 5,3% em 2019 devido à evolução da China e da Índia, os principais países da região.

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