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Crise energética. Gasolineiras prometem tanques cheios antes do início da greve

Fotografia: Brandon Wade/Reuters
Fotografia: Brandon Wade/Reuters

As reservas de combustíveis (2,5 milhões de toneladas) equivalem ao consumo atual do país durante 90 dias. Em comercialização são 520 mil toneladas.

Em resposta à recomendação da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), que pediu “a todos os postos de abastecimento situados em território nacional, o reforço dos stocks de combustível, acautelando desta forma as existências”, as gasolineiras respondem que já estão no terreno a pôr em prática os seus próprios planos de ação para acautelar uma nova situação de escassez de combustíveis.

“Este comunicado é apenas uma recomendação, não configurando uma obrigação legal”, frisou a ENSE, “reconhecendo as dificuldades que esta recomendação possa significar para algumas empresas, e dado o aproximar da data de início da greve dos motoristas de matérias perigosas”, convocada para 12 de agosto.

As necessidades médias diárias de consumo em Portugal são de cerca de 2,9 mil toneladas de gasolina e 13,6 mil toneladas de gasóleo. As reservas de combustíveis (2,5 milhões de toneladas) equivalem ao consumo atual do país durante 90 dias. Em comercialização são, por norma, 520 mil toneladas.

Em declarações ao Dinheiro Vivo, fonte oficial da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) garante que “a recomendação da ENSE está perfeitamente em linha com o que as associadas da Apetro estão a fazer que é, através de um planeamento cuidado, tentar que os postos de abastecimento estejam na sua capacidade máxima, antes do início da greve”.

A Galp ainda tem esperança “que seja possível superar as atuais divergências entre as diferentes organizações”, mas prefere não confiar na sorte e já está “preventivamente a tomar as medidas ao seu alcance para reduzir o mais possível eventuais constrangimentos para os consumidores no abastecimento de combustíveis”, garantiu fonte oficial.

Já a BP explica que “desde que o pré-aviso de greve foi anunciado está a executar um plano que compreende medidas como as que foram agora sugeridas pela entidade reguladora, e cujo objetivo é minimizar os impactos desta possível paralisação junto dos seus clientes”, disse a empresa em declarações enviadas ao Dinheiro Vivo.

A Prio “vê a recomendação da ENSE como uma medida de bom senso e, como tal, está a implementá-la gradualmente nas duas últimas semanas”.

Do lado da Repsol, a petrolífera espanhola que opera em Portugal confirma apenas que está a “reforçar as entregas aos postos”, enquanto a Cepsa não se pronuncia sobre os seus planos de preparação para a greve, remetendo para a declaração da Apetro, feita “em nome da indústria”.

 

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