Crise na Venezuela pode fazer subir petróleo

Uma perturbação na produção da Venezuela pode fazer subir os preços em cinco e sete dólares por barril

O gabinete de estudos económicos do banco Barclays considerou esta quarta-feira que a crise na Venezuela pode fazer aumentar o preço do petróleo em sete dólares se as perturbações na produção persistirem durante mais de três meses.

Uma perturbação na produção da Venezuela pode fazer subir os preços em cinco e sete dólares por barril se essas dificuldades se prolongarem por mais de três meses, escreveram os analistas Warren Russell e Michael Cohen, entre outros, num relatório sobre o petróleo, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.

"Pode ser a oportunidade de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) precisava para sair da sua estratégia atual", escrevem os analistas, referindo-se ao corte de produção acordado pelos membros do cartel no final do ano passado, e que poderá prolongar-se até final deste ano.

A produção de petróleo este ano desceu para menos de dois milhões de barris por dia pela primeira vez desde pelo menos 2015, de acordo com o último relatório da OPEP, que dá conta de uma quebra de 13,6% da produção em junho face a maio, de acordo com fontes secundárias.

As manifestações a favor e contra o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, intensificaram-se desde o passado dia 01 de abril, depois de o Supremo Tribunal de Justiça divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória para uma Assembleia Constituinte, prevista para o próximo domingo.

A oposição insiste que a Constituinte acabará com o que resta da democracia no país e que será usada pelo Governo para se submeter aos interesses cubanos e avançar com um regime comunista ao estilo de Cuba.

Desde o início de abril, pelo menos uma centena de pessoas morreu nas manifestações.

A União Europeia já apelou a Maduro para que suspenda o processo para uma Assembleia Constituinte e advertiu que "todas as opções", incluindo sanções, estão em cima da mesa.

Também os Estados Unidos admitiram impor sanções severas contra a Venezuela se for aprovada a Assembleia Constituinte promovida pelo Presidente.

O Governo venezuelano já iniciou a campanha para o escrutínio de domingo, quando serão eleitos os 545 membros da Assembleia Constituinte promovida pelo Presidente venezuelano Nicolás Maduro.

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