Justiça

Cristiano Ronaldo devia estar preso, entende Fisco espanhol

Cristiano Ronaldo, jogador do Real Madrid, durante o jogo com o Barcelona, em 23 de dezembro de 2017. Fotografia:  REUTERS/Juan Medina
Cristiano Ronaldo, jogador do Real Madrid, durante o jogo com o Barcelona, em 23 de dezembro de 2017. Fotografia: REUTERS/Juan Medina

"Temos pessoas na prisão por terem deixado de pagar 125 000 euros", defendeu especialista no tribunal. Defesa do jogador já negou acusações

Cristiano Ronaldo devia estar preso por causa da alegada fraude fiscal de 14,7 milhões de euros. Este é o entendimento de Caridad Gómez Mourelo, responsável da unidade central de coordenação do Tesouro espanhol especialista em crime fiscal, em declarações ao Tribunal de Primeira Instância de Pozuelo de Alarcón. Para esta responsável, há contribuintes presos no país por crime cometidos por valores muito mais baixos.

“Sinceramente, temos pessoas na prisão por terem deixado de pagar 125 000 euros”, referiu Caridad Gómez Mourelo perante o especialista do tribunal na sessão de 7 de dezembro, adianta esta terça-feira o jornal El Mundo. A responsável terá também dito que “a falta de declaração” ao fisco do jogador português, com “taxas e juros de mora” representa uma “quantia importantíssima” e que Cristiano Ronaldo cometeu evasão fiscal de forma voluntária.

Caridad Gómez Mourelo considera que o futebolista do Real Madrid terá recorrido a “testas de ferro e paraísos fiscais” para tributar os seus direitos de imagem. Cristiano Ronaldo é acusado também por esta responsável de promover a “opacidade” por recorrer a uma empresa nas Ilhas Virgem britânicas designada de Tolin.

O Fisco espanhol admite que Cristiano Ronaldo é um “contribuinte importante em termos de quantidade e pelo seu impacto mediático”.

Cristiano Ronaldo é acusado da prática de quatro crimes de fraude fiscal e que terão deixado em falta 14,7 milhões de euros de impostos. O jogador já negou estas acusações várias vezes e recusa chegar a acordo com a Justiça espanhola. Em meados de outubro, a defesa do jogador considerou a acusação como “inconsistente” e “sem fundamental algum”.

 

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