Economia

Cristina Casalinho: Portugal “tem espaço” para melhorar ‘rating’

Cristina Casalinho, presidente do IGCP. Fotografia: Diana Quintela / Global Imagens
Cristina Casalinho, presidente do IGCP. Fotografia: Diana Quintela / Global Imagens

A presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), Cristina Casalinho, disse hoje acreditar que Portugal pode continuar a registar melhorias no ‘rating’ da dívida a longo prazo.

Falando no parlamento, numa audição prevista no plano de atividades da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, a responsável disse acreditar “que há espaço para uma melhoria do ‘rating’ [avaliação]”.

Cristina Casalinho rejeita, assim, que o país esteja numa situação de ‘steady state’ e exemplifica com Itália, que apresenta o mesmo prémio de risco de Portugal nos mercados secundários.

A responsável considera assim que esta margem de melhoria do ‘rating’ por parte das agências colocará o país numa posição confortável na altura em que o Banco Central Europeu (BCE) terminar o programa de compras em setembro ou dezembro, situação que está a ser acompanhada pela agência.

“Esse espaço para melhoria poderá isolar Portugal das saídas do BCE das políticas não ortodoxas”, disse.

“Regressar a classe A deveria ser o objetivo para todos nós. Estar na classe B coloca-nos à mercê dos investidores e com um nível de incerteza bastante grande”, disse também aos deputados.

No mês passado, a agência de notação financeira Moody’s disse que o ‘rating’ atribuído a Portugal será melhorado se concluir que os progressos alcançados a nível orçamental e económico são sustentáveis, e se a redução da dívida for constante.

A Moody’s tinha agendado uma revisão do ‘rating’ atribuído a Portugal, mas optou por não se pronunciar, mantendo a avaliação da dívida portuguesa em ‘Ba1’, uma notação que é considerada ‘lixo’.

A próxima data prevista para que a agência norte-americana se pronuncie sobre Portugal é 12 de outubro, sendo que a Moody’s salienta que o calendário de avaliação é apenas indicativo.

A agência norte-americana continua a ser a única entre as quatro maiores a atribuir à dívida pública portuguesa uma nota especulativa, quando já a Standard & Poor’s (S&P), Fitch e DBRS colocam Portugal no patamar de investimento.

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