Código de Trabalho

Custos do trabalho em Portugal sobem 5% no segundo trimestre

O índice dos custos do trabalho em Portugal, excluindo a Administração Pública, aumentou 5% no segundo trimestre de 2012, em relação ao mesmo período do ano passado, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, esta variação resultou do efeito conjugado do acréscimo dos custos médios do trabalho (com um aumento de 1,4%) e da diminuição do número de horas efetivamente trabalhadas (menos 3,4%).

“A redução do número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador foi generalizada a todas as atividades económicas, regiões NUTS II (Continente e ilhas da Madeira e dos Açores) e grupos profissionais”, destaca o INE.

Numa análise por regiões, a Madeira é aquela cujo custo do trabalho por hora efetivamente trabalhada é mais elevado (6,6%), seguindo-se a zona Centro (6,6%) e a região de Lisboa (5,4%).

Por setor de atividade, o custo de trabalho é mais elevado nas indústrias extrativas (6,9%), seguindo-se o comércio por grosso e retalho (5,6%) e as atividades de saúde humana e apoio social (4,6%).

O índice de custo de trabalho é um indicador que mede a evolução dos custos do trabalho por hora efetivamente trabalhada (custo médio horário), na perspetiva do empregador. Estes custos compreendem, para além das remunerações diretas (salários base), os custos com os benefícios dos trabalhadores e demais encargos suportados pelo empregador (prémios e subsídios, pagamentos por trabalho extraordinário, indemnizações por despedimento, entre outros).

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