Da FIL às lojas. Lisboa também é palco para compras

Participantes asiáticos são os que mais procuram as lojas lisboetas na semana do grande evento.

São três dias, mas valem por muito mais. No ano passado, a semana da Web Summit, que reuniu no Parque das Nações cerca de 70 mil pessoas, rendeu a Lisboa uma subida de 13% no turismo de compras. Entre os que mais gastaram estiveram os participantes de Hong Kong, seguidos pelos macaenses e sul-coreanos, mostra a Global Blue.

“Enquanto este tipo de eventos está a decorrer, as compras disparam. Mesmo as pessoas que vêm para uma Web Summit, que ficam dois ou três dias, não estão dois ou três dias fechadas, têm horas extra e vão também fazer compras. Tivemos um crescimento de 13% na última edição”, diz Renato Leite, responsável pela empresa de operações de tax-free.

Com o evento a arrancar para mais uma edição, a quarta a realizar-se em Portugal, o diretor-geral diz que, “seguramente, o efeito vai repetir-se neste ano”. O responsável não adianta valores, mas reforça que a segunda metade do ano é tradicionalmente a melhor para o turismo de compras.

No ano passado, os maiores compradores durante a terceira edição da cimeira tecnológica foram, além dos já referidos, os turistas que habitualmente mais compram em Portugal: angolanos, brasileiros, chineses, russos e norte-americanos, ainda que o valor das compras destes últimos tenha sido inferior em 53% ao ano anterior.

Logo atrás vieram nacionalidades que, em regra, não figuram nas listas dos que mais compram em Portugal. É o caso dos russos que em 2016 não estavam entre os maiores compradores e que no ano passado aumentaram as compras em 56%. O maior aumento em compras veio então dos turistas de Hong Kong, seguidos dos macaenses e sul-coreanos que, no ranking dos turistas que mais compram em tax-free em Portugal, ocuparam a 5.ª, 6.ª e 8.ª posições, respetivamente. Israel, a nação startup, também se destacou neste segmento: as suas compras duplicaram face a 2017. O segmento mais procurado foi o de relógios e joalharia, que subiu mais 66%. Logo atrás vieram os tradicionais souvenirs (+41%).

Dados da SIBS mostram ainda que as operações feitas com cartões estrangeiros durante a edição de 2018 da Web Summit aumentaram 20,5% face ao período comparável. 2018 foi o terceiro ano consecutivo em que se verifica um aumento de compras com cartões estrangeiros. A restauração foi a atividade que mais beneficiou.

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