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Davos: China quer acabar com miséria no país em três anos

epa06467595 Exterior view of the congress centre on the opening day of the 48th annual meeting of the World Economic Forum, WEF, in Davos, Switzerland, 23 January 2018. The meeting brings together enterpreneurs, scientists, chief executive and political leaders in Davos January 23 to 26.  EPA/GIAN EHRENZELLER
epa06467595 Exterior view of the congress centre on the opening day of the 48th annual meeting of the World Economic Forum, WEF, in Davos, Switzerland, 23 January 2018. The meeting brings together enterpreneurs, scientists, chief executive and political leaders in Davos January 23 to 26. EPA/GIAN EHRENZELLER

O principal objetivo da China é criar uma sociedade mais próspera e com menos desigualdades, afastar o protecionismo e apostar no livre comércio.

O Governo chinês comprometeu-se esta quarta-feira, em Davos, na Suíça, a acabar com a miséria na China no prazo de três anos, apostando no fim do protecionismo e defendendo o livre comércio.

O compromisso de Pequim foi anunciado por Liu He, principal assessor económico do Governo de Pequim chinês e membro do Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC), ao discursar no Fórum Económico Mundial, que decorre naquela cidade suíça.

Na intervenção, Liu He explicou que o principal objetivo do executivo chinês é criar uma sociedade mais próspera e com menos desigualdades, afastar o protecionismo e apostar no livre comércio.

O responsável chinês salientou que, nos últimos cinco anos, o número de residentes em áreas rurais onde grassa a pobreza desceu de 100 para 30 milhões.

Segundo Liu He, Pequim vai assumir, “de frente”, vários dos problemas com que a China tem vindo a ser confrontada, como o mercado paralelo ou a elevada taxa de endividamento, que espera estabilizar também num prazo de três anos.

Nesse mesmo período, acrescentou, serão tomadas medidas para controlar a poluição atmosférica e reduzir as emissões de gases, para que “o céu da China volte a ser azul”.

A comunidade internacional, disse Liu He, está a seguir com atenção todas as medidas tomadas por Pequim, “que tem controlado os riscos sistémicos do endividamento”, e pretende melhorar os fluxos de atividade económica num país com elevadas taxas de juro.

Para enfrentar estes desafios, sublinhou, a China conta com uma economia que conjuga os modelos tradicionais de produção com as últimas novidades tecnológicas, “o que é uma vantagem”.

“A China vai conseguir um crescimento [económico] de qualidade e ser muito atrativa para os investidores”, com iniciativas como a “nova rota da seda”, conhecida localmente como “One Belt, One Road” (“Um Cinto, Um Caminho”), que tem subjacente a ideia de formar um corredor comercial que estreitará as relações com todo o espaço euro-asiático.

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