Davos: Fórum Económico Mundial quer ajudar a restabelecer a confiança global

É já nesta quarta-feira que arranca a 45ª edição do Fórum Económico Mundial, sob o tema 'O Novo Contexto Global'. Por Davos, na Suíça, passarão, até sábado, alguns dos mais importantes líderes da economia mundial que irão debater quatro pilares temáticos fundamentais: 'Crise e Cooperação'; 'Crescimento e Estabilidade; 'Inovação e Indústria e 'A Sociedade e a Segurança'. Terrorismo, desemprego e tensões geopolíticas são algumas das questões a merecer especial atenção.

São 40 os chefes de Estado com presença confirmada em Davos, entre os mais de 2.500 convidados oriundos de 140 países. Um número recorde de participantes, nos quais se incluem 14 prémios Nobel e 1.500 empresários de 25 sectores e indústrias diversificados. O ministro da Economia, António Pires de Lima, o ex-presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, são os políticos portugueses com presença confirmada, a par de empresários e gestores como António Horta Osório, presidente do banco britânico Lloyds, António Simões, CEO do também britânico HSBC, Paulo Azevedo, CEO da Sonae, José e Henrique Soares dos Santos, ambos do grupo Jerónimo Martins, Rui Amaral, do grupo Eurocash, e Beatriz Pessoa de Araújo, da Baker & McKenzie.

São onze os desafios globais identificados pelo Fórum Económico Mundial: Ambiente e escassez de recursos; Emprego e capital humano; Igualdade de género; Investimento de longo prazo; Infraestruturas e desenvolvimento; Segurança alimentar e agricultura; Comércio internacional e investimento; Futuro da internet; Combate ao crime global e à corrupção; Inclusão social e, ainda, o Futuro do sistema financeiro. Mas temas mais atuais, como os conflitos geopolíticos na Ucrânia e do Médio Oriente, as pandemias, como o Ébola, ou a queda do preço do petróleo estarão em agenda também.

"O Fórum Económico Mundial serve a comunidade internacional como uma plataforma para a cooperação público-privada. Cooperação esta que se mostra mais vital do que nunca, para que enfrentarmos os desafios com que todos nos deparamos. Mas isso requer confiança mútua. A minha esperança é que este encontro anual sirva de ponto de partida para o renascimento da confiança global", afirmou, há dias, Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do fórum.

A chanceler alemã, o presidente francês, os primeiros-ministros belga, holandês e italiano, o ministro das Finanças britânico, o presidente do eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o líder do governo chinês, Li Kegiang, são alguns dos chefes de Estado já confirmados.

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