DBRS: economia portuguesa está presa num "ciclo vicioso"

A DBRS volta a lançar avisos sobre a economia nacional

A agência de notação financeira DBRS considera que a economia portuguesa está presa num "ciclo vicioso" que agrega uma dívida pública muito elevada, baixo crescimento e reformas económicas insuficientes. Segundo um responsável da agência, o país mantém "grandes problemas estruturais".

As declarações foram feitas esta quinta-feira por Fergus McCormick, economista-chefe da agência canadiana, ao Financial Times.

A instituição, a única que mantém Portugal acima da categoria "lixo", permitindo que o país faça parte do programa de compra de ativos do Banco Central Europeu, sublinha que o crescimento da economia nacional abrandou e os juros da dívida subiram, sendo este um cenário que acentua as "pressões descendentes" sobre o atual grau de investimento do rating nacional.

Já na semana passada, em entrevista à Bloomberg, o mesmo responsável da DBRS tinha reforçado as dúvidas sobre a solidez da economia portuguesa.

McCormick reforçou hoje que há "dois pontos negativos e um positivo" nas perspetivas da agência para Portugal. A DBRS espera que o governo de António Costa tome mais medidas para reduzir o défice e para impulsionar o crescimento e a produtividade.

"Não estamos em pânico. A tendência é estável mas estou preocupado com o médio prazo para Portugal", sublinhou o responsável.

McCormick destaca os problemas do setor financeiro, pelo facto de não ter sido ainda posto em prática um plano para reestruturar o elevado nível de crédito malparado do sistema bancário.

A DBRS vai rever a nota que atribui a Portugal, atualmente em ‘BBB’ (baixa), a 21 de outubro, depois de ter mantido o rating inalterado na última revisão, em abril.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão hoje a subir mais de 3 pontos base para os 3,49%.

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