Economia

DBRS: previsão para crescimento do PIB em 2018 é “optimista”

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A análise da principal analista da agência de ratings DBRS para Portugal sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2018.

A previsão do governo de um crescimento de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 “parece ser optimista” e as metas para o défice público só serão atingidas se houver contenção na despesa e aumento das receitas, disse Adriana Alvarado, analista principal para Portugal da agência de ratings DBRS.

O governo entregou na passada sexta-feira, dia 13 de outubro, na Assembleia da República, a proposta do Orçamento do Estado para 2018. O executivo prevê um abrandamento do crescimento do PIB português de 2,6% em 2017 para 2,2% em 2018, enquanto o défice público é visto a descer de 1,4% do PIB este ano para 1% em 2018.

“Em 2018, a previsão do governo para o crescimento parece ser optimista”, afirmou Adriana Alvarado, analista principal para Portugal da DBRS, ao Dinheiro Vivo.

Isto porque está acima das estimativas de instituições como o o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco de Portugal, explicou a mesma analista, “embora por uma margem não muito grande”. Tanto o FMI como o banco central esperam que a economia portuguesa cresça 2% no próximo ano.

Quanto às metas para o défice público, “parecem ser alcançáveis, se a despesa pública permanecer contida e as receitas continuarem a ter uma performance forte”, adiantou a analista.

De resto, em geral, “as assunções macroeconómicas parecem realísticas”. É o caso da revisão da previsão para o crescimento da economia em 2017 que está em linha com o esperado pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco de Portugal.

Para Adriana Alvarado, a proposta para o Orçamento do Estado para 2018 está em linha com as expectativas da agência. “Esperávamos que o governo prosseguisse com a sua estratégia de consolidação orçamental”.

Para a analista, “os principais riscos poderiam emergir de um abrandamento da atividade económica, que leva a menores receitas fiscais, e de pressões para aumentar a despesa para suportar um crescimento mais forte” da economia.

A DBRS tem agendada uma reavaliação de Portugal para o dia 3 de novembro próximo. A agência canadiana tem um rating de grau de investimento atribuído a Portugal com perspetiva ‘estável’.

Recentemente, a Standard & Poor’s subiu o rating de Portugal para ‘investment grade’, sendo a primeira das três grandes agências de notação financeira a fazê-lo.

A Fitch deverá reavaliar Portugal a 15 de dezembro, havendo a expectativa de que possa também poder vir a tirar Portugal no nível de ‘lixo’. Quanto à Moody’s, só volta a avaliar Portugal em 2018.

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