Zona Euro

Debater dinheiro com ministros da Finanças é “tarefa difícil”

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno. Fotografia:
REUTERS/Yves Herman
O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno. Fotografia: REUTERS/Yves Herman

Mário Centeno falava à margem de uma reunião informal de ministros das Finanças da zona euro.

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, antecipou um debate animado hoje em Bruxelas sobre o financiamento do futuro orçamento para a zona euro, afirmando que “debater questões financeiras e de recursos financeiros com ministros das Finanças é uma tarefa difícil”.

À entrada para uma reunião informal de ministros das Finanças da zona euro, Centeno apontou que a segunda parte do encontro será dedicada, uma vez mais, a um debate sobre o instrumento orçamental próprio para a convergência e competitividade da área do euro, “hoje em particular sobre os meios financeiros desse instrumento”.

“Debater questões financeiras e de recursos financeiros com ministros das Finanças é uma tarefa difícil, e, portanto, temos de estar preparados para argumentar, todos à volta da mesa, a razão de ser de adicionarmos meios financeiros a uma linha orçamental para a zona do euro, para a convergência e competitividade”, declarou.

Mário Centeno antecipa por isso “um debate interessante” hoje à tarde em torno dos recursos para o orçamento da zona euro, que já admitiu que serão poucos, numa fase inicial.

Em inglês, à imprensa internacional, passou a mesma mensagem, afirmando que uma discussão “sobre dinheiro” entre ministros das Finanças “é sempre difícil”, mas afirmou-se “seguro” de que será possível “fazer progressos”.

O Eurogrupo necessita imperiosamente de fazer progressos nesta discussão, uma vez que a proposta concreta de uma linha orçamental própria para a convergência na zona euro deve estar pronta dentro de sensivelmente um mês, para ser apreciada pelos chefes de Estado e de Governo na cimeira agendada para 20 e 21 de junho.

Em dezembro de 2018, Centeno recebeu um mandato dos chefes de Estado e de governo da zona euro para trabalhar numa proposta de uma capacidade orçamental própria para a convergência na zona euro, há muito defendida pelo Governo português, e que deve ser apresentada no próximo mês.

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