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Défice das contas externas agrava-se para 78 milhões até março

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal. Fotografia: Ângelo Lucas/Global Imagens
Carlos Costa, governador do Banco de Portugal. Fotografia: Ângelo Lucas/Global Imagens

Portugal registou um défice nas contas externas de 78 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, pior em do que no mesmo período de 2017.

Portugal registou um défice nas contas externas de 78 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, pior em do que no mesmo período de 2017, divulgou o Banco de Portugal (BdP) esta segunda-feira.

“No primeiro trimestre do ano, o saldo conjunto das balanças corrente e de capital fixou-se em -78 milhões de euros, o que compara com -67 milhões de euros em igual período de 2017”, refere o BdP numa nota divulgada esta manhã.

No entanto, o défice das contas externas melhorou face ao mês anterior: em fevereiro o saldo conjunto das balanças corrente e de capital representava 498 milhões de euros, em termos acumulados.

Até março, a balança corrente obteve um défice de 408 milhões de euros, melhor do que o saldo negativo de 471 milhões de euros registado no mesmo período do ano passado, e a balança de capital teve um excedente de 330 milhões de euros, inferior ao de 404 obtido no primeiro trimestre de 2017.

Para o agravamento de 11 milhões de euros no saldo conjunto das balanças corrente e de capital “contribuíram a balança de bens, a balança de rendimento secundário e a balança de capital”, explica o banco central.

“Comparando com igual período de 2017, a balança de bens e a balança de serviços tiveram evoluções distintas, com a primeira a aumentar o défice em 627 milhões de euros e a segunda a aumentar o excedente em 341 milhões de euros, essencialmente devido à rubrica de viagens e turismo, cujo saldo passou de 1.270 milhões para 1.583 milhões”, refere o BdP.

O banco central recorda que, até março, as exportações de bens e serviços cresceram 4,5% (3,3% nos bens e 7,3%), ficando abaixo dos 5,9% registados nas importações (6,7% nos bens e 2,2% nos serviços).

Já o défice da balança de rendimento primário diminuiu 437 milhões de euros para 379 milhões de euros, “sobretudo devido à antecipação de rendimentos de investimento recebidos do exterior”.

No primeiro trimestre, o saldo da balança financeira registou um aumento dos ativos líquidos de Portugal face ao exterior no valor de 30 milhões de euros, uma subida que resultou, “essencialmente, do investimento em títulos de dívida emitidos por entidades não residentes por parte das sociedades de seguros e dos bancos residentes em Portugal”.

No entanto, “este aumento foi contrabalançado pela aquisição de títulos de dívida pública por não residentes e pelo aumento de passivos do TARGET [responsabilidades líquidas do sistema do euro] do Banco de Portugal”.

Em março, o investimento efetuado pelos bancos portugueses “influenciou fortemente a balança financeira” que apresentou neste mês um saldo positivo de 895 milhões de euros.

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